Obra de R$ 3,5 milhões está abandonada

Unidade, fruto de uma parceria entre o Estado e a prefeitura, foi concluída em 2012

iG Minas Gerais | DAYSE RESENDE |

Sem funcionar, porta principal  apresenta problemas
FOTO: MOISES SILVA / OTEMPO
Sem funcionar, porta principal apresenta problemas

“O que era para proporcionar um atendimento de maior qualidade em prol da saúde do cidadão, tem se transformado em um tormento”. É com essas palavras que a dona de casa Alzira do Vale se referiu ao abandono do imóvel onde já deveria estar funcionando a Unidade de Atendimento Imediato (UAI) da Região Norte, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.

A obra, uma das maiores do Orçamento Participativo para a Região Norte anunciada em 2011 pela ex-prefeita da cidade Maria do Carmo Lara (PT), parou no tempo.

Como conta Alzira, apesar de já ter sido inaugurada, ela nunca funcionou. “Essa unidade foi inaugurada em 2012, mas até hoje as portas não foram abertas para a população. O imóvel está abandonado. Há muito mato e os muros são pichados constantemente”, disse.

Para o vendedor Everton Salgueiro, a obra é mais um investimento esquecido pelo Executivo. “É mais dinheiro público jogado fora. Essa unidade é um sonho para a população. Foi aprovada no Orçamento Participativo e iria desafogar o atendimento nas outras UAIs da cidade”. Em nota encaminhada à imprensa, em 2011, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que a obra era uma parceria entre o Executivo e o Governo do Estado. Na época, Minas iria arcar com 2,6 milhões do custo total, para uma contrapartida do município de R$ 950 mil.

Em nota encaminhada à imprensa, em 2011, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que a obra era uma parceria entre o Executivo e o Governo do Estado. Na época, Minas iria arcar com 2,6 milhões do custo total, para uma contrapartida do município de R$ 950 mil.

 

Resposta

A Prefeitura de Betim informou que a UAI Norte deve ser inaugurada no segundo semestre de 2014, e que ela ainda não foi aberta porque “a gestão passada entregou o local faltando mobiliário, equipamentos assistenciais, além de projetos complementares como gás, energia elétrica, dentre outros”. A prefeitura ressaltou que, atualmente, a unidade passa por reparos e adequações.

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