Atuação no escuro

Miguel Thiré, o Gabriel de “Em Família”, usa improvisação para compor seu personagem no folhetim

iG Minas Gerais | caroline borges |

Trabalho. Miguel afirma que atuação na série “Copa Hotel” foi um divisor de águas na sua trajetória profissional
Luiza Dantas/CZN
Trabalho. Miguel afirma que atuação na série “Copa Hotel” foi um divisor de águas na sua trajetória profissional

A televisão sempre esteve presente na vida de Miguel Thiré. Afinal, ele frequentava os bastidores e observou tudo o que acontecia nos estúdios e palcos através de seu pai e avó, o diretor e ator Cecil Thiré e a consagrada Tônia Carrero. A partir dessas experiências, trabalhar na TV tornou-se uma escolha natural. “Sempre digo que da coxia para o palco é mais perto do que do palco para a plateia. Tive a oportunidade de conhecer o processo de produção da indústria de dentro. Tive grandes aulas informais em casa”, admite o intérprete do metódico Gabriel, de “Em Família”.

Na trama de Manoel Carlos, o personagem de Miguel é o sério noivo da médica Silvia, papel de Bianca Rinaldi. No entanto, o fisioterapeuta enfrenta a resistência da cardiologista para marcar a data do casamento e disputa a atenção dela com Felipe e Cadu, personagens de Thiago Mendonça e Reynaldo Gianecchini, respectivamente. “É uma novela sobre ciúme. O meu personagem é movido pelo ciúme que sente da personagem da Bianca. A atenção em excesso da Silvia para os outros é que o movimenta”, explica.

Convidado pelo diretor Jayme Monjardim, Miguel confiou em seus instintos para dar vida ao jovem fisioterapeuta. Durante o processo de pré-produção do folhetim, o ator não contou com o auxílio de uma sinopse para compor o papel. A ideia do autor e diretor era construir o personagem ao longo dos capítulos. “Foi pagar para ver. As nuances do Gabriel surgem de acordo com a história. É o método do Maneco. É quase uma improvisação. Ele tem um respeito muito forte pela finalização do ator”, valoriza. Ainda assim, a temática do ciúme permeou parte do trabalho de Miguel em seu leve período de preparação. Ele optou por fugir da linha do ciumento obsessivo semelhante ao protagonista Laerte, interpretado por Gabriel Braga Nunes. “Montei o Gabriel como um homem mais contido e inteligente na forma de lidar com o sentimento. Ele é educado e polido ao demonstrar ciúme”, ressalta.

Com passagens pela Globo, Band e Record, Miguel é do tipo que não faz planos de carreiras e nem teme as instabilidades da profissão. Por isso, ao fim de seu contrato com a Record, onde ficou entre 2009 e 2011, optou por não renovar com a emissora e ir em busca de novos caminhos artísticos. “Eu tinha o desejo de investir mais no teatro e fazer algo diferente na TV fora desse mainstream de Globo e Record. Queria projetos de menor alcance de público e com outro processo de produção”, lembra. E foi justamente como o protagonista Fred da série “Copa Hotel”, do GNT, que Miguel encontrou a chance de movimentar sua carreira na TV através de um trabalho que misturava técnicas de cinema e televisão. “Foi um divisor de águas na minha vida profissional. O esquema de produção era muito diferenciado e Fred era um papel muito rico com humor, drama e ironias”, vibra.

Perfil Nome completo:

Miguel Pesce Thiré

Data de nascimento:

8 de julho de 1982

Local de nascimento:

Rio de Janeiro (RJ)

Signo:  Câncer

Últimos papéis na TV:

Faruk de “Sansão e Dalila” (2011), Douglas Arno de “Poder Paralelo” (2009), Simão de Azevedo de “Paixões Proibidas” (2006), Otaviano de “Cobras e Lagartos” (2006), Charles Junior de “Malhação” (2002), Diogo de “Desejos de Mulher” (2002), Alfredo de “Porto dos Milagres” (2001)

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