Belogorie faz prevalecer conjunto, bate Al-Rayyan e conquista Mundial

De virada, russos superaram as estrelas do time do Catar e faturaram seu primeiro título na maior competição entre clubes

iG Minas Gerais | GABRIELA PEDROSO |

No duelo entre a individualidade de estrelas e a força do elenco na grande final do Mundial, neste sábado, prevaleceu o poder do conjunto. Após um início ruim, com atuação irreconhecível, o Belogorie Belgorod, da Rússia, fez valer a qualidade do seu grupo para superar o Al-Rayyan, a grande surpresa desta edição. Com a vitória por 3 sets a 1, parciais de 16/25, 25/21, 25/21 e 25/15, o time europeu faturou o seu primeiro título na competição e mostrou a diferença que entrosamento e planejamento podem fazer em uma decisão. Apesar de campeões na quadra, os russos não contaram com a torcida no ginásio do Mineirinho. Entre as explicações para o fato estão a rivalidade entre as seleções russa e brasileira e também a falta de simpatia do elenco, que não se mostrou nada amistoso ao longo da semana do Mundial.  Mas isso não incomodou os jogadores e a comissão técnica do Belogorie, que agradeceram o apoio dos poucos torcedores e fez muita festa com a conquista. Alvo de críticas durante a semana por ter  montado um novo time de última hora, cheio de estrelas internacionais, para a disputa do Mundial, o Al-Rayyan tinha mais uma prova de fogo pela frente: bater o Belogorie Belgorod na decisão. Inicialmente, a missão pareceu mais fácil do que o mais otimista dos torcedores da equipe do Catar poderia esperar. Com o central cubano Simon inspirado, o Al-Rayyan começou o duelo atropelando o rival. Não satisfeito com a diferença de três pontos construída logo no início da etapa, o meio-de-rede tratou de ampliar a vantagem para oito tentos. A arma utilizada pelo jogador foi o saque potente, que fez um estrago na recepção adversária, desestabilizando os russos. Considerado favorito, o Belogorie se mostrava irreconhecível, bem diferente daquela equipe que arrasou com o UPCN nas semifinais. Nem as paradas estratégicas do técnico Gennady Shipulin deram certo, e o resultado foi um tranquilo 25 a 16 na primeira parcial, sendo nove pontos só do cubano. A derrota na etapa serviu para "sacudir" os russos, que diminuíram os erros e voltaram melhor para o segundo set. O aproveitamento dos jogadores do Belogorie no saque também passou a ser melhor. O gigante Muserskiy era a prova disso. Forçando o serviço, o central mostrou aos companheiros o caminho para bater o time do Catar. O levantador Raphael, do Al-Rayyan, já não recebia mais as bolas na mão, um "prato cheio" para o bloqueio da equipe russa, que venceu a parcial para igualar o placar. O Belogorie manteve o crescimento no jogo na terceira etapa. Com uma postura mais ofensiva, os russos impuseram novamente o seu jogo e largaram na frente. O oposto Grozer também contribuiu para a melhora do time. Agora, o atacante era mais eficiente quando subia junto à rede. Em uma "largadinha" de Muserkiy, os campeões europeus fizeram 25 a 21 e viraram o jogo. O Al-Rayyan já não era o mesmo do primeiro set. A individualidade dos jogadores do time do Catar, que foi o diferencial na semifinal contra o Sada Cruzeiro, não era suficiente para superar a força do conjunto russo. O Belogorie, agora, já se mostrava confortável no duelo, abrindo uma vantagem de seis pontos (14 a 8). Era só administrar para vencer. Dito e feito. Vitória russa mais uma vez por 3 sets a 1, placar anotado pelo Belogorie em todos os jogos do time no Mundial.

Leia tudo sobre: voleimundial de clubesvitoriabelogorie belgorodcampeaoal-rayyan