Após revisão, Aneel eleva em 23% repasse para distribuidoras em março

a Aneel informou que o montante disponibilizado para cobrir os prejuízos daquele mês será de R$ 4,045 bilhões, e não mais de R$ 3,29 bilhões

iG Minas Gerais |

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revisou o tamanho da segunda parcela do empréstimo, referente a março, necessário para cobrir o rombo das distribuidoras de energia.

Na noite deste sábado (10), a Aneel informou que o montante disponibilizado para cobrir os prejuízos daquele mês será de R$ 4,045 bilhões, e não mais de R$ 3,29 bilhões, um aumento de cerca de 23%.

Com isso, ganham força as indicações de que o governo será obrigado a aumentar o total do empréstimo, fixado em R$ 11,2 bilhões.

O empréstimo, financiado pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um encargo presente na conta de luz criado para cobrir o que foi chamado de "exposição involuntária" -o volume de energia que as distribuidoras deixaram de receber após o fim de contratos em 2013- e a utilização das usinas termelétricas, que são mais caras.

No entanto, somente nos dois primeiros meses de uso do empréstimos -fevereiro e março-, as distribuidoras já consumiram R$ 8,9 bilhões, deixando apenas R$ 2,3 bilhões livres para o resto do ano.

Segundo cálculos do setor, esse montante não será suficiente nem para pagar os prejuízos de abril. As projeções sugerem um rombo de R$ 3,8 bilhões para esse mês.

A partir de maio, a exposição das empresas ficou menor e os prejuízos foram mitigados, pois o governo realizou um leilão no dia 30 de abril para que as distribuidoras repusessem a energia que deixou de ser entregue em 2013.

De acordo com relatório da consultoria TR Soluções, a exposição atual é de 720 megawatts, bem abaixo dos 2.700 megawatts de antes do leilão.

Apesar da redução, as companhias ainda precisarão pagar o custo das térmicas, que deverá ser ininterrupto neste ano já que o volume de chuvas ficou abaixo do necessário.

A Aneel reitera que o custo dos empréstimos serão repartidos por todos os consumidores regulares do país, ou seja, mesmo que a distribuidora não se endivide, seu consumidor pagará parte dessa conta.

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