Antigo e atual treinador do Mets se reencontram no Mundial

Ex-comandante do time de Porto Rico, o brasileiro Mauro Grasso elogia o trabalho do seu amigo e ex-assistente Javier Gaspar

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Mesmo fora das semifinais do Mundial de Clubes, o técnico Javier Gaspar, do Guaynabo Mets, fez questão de marcar presença no ginásio do Mineirinho, palco das partidas, nos últimos dias de evento.

A possibilidade de aprendizado, assistindo aos jogos de alguns dos maiores times do mundo, foi aproveitada pelo comandante caribenho, um dos responsáveis pela evolução de sua equipe nos últimos anos. Muito do que aprendeu veio com o técnico brasileiro Mauro Grasso. Há três temporadas, os Mets tiveram Grasso no comando técnico e Gaspar como assistente. Após a saída de Grasso, seu fiel escudeiro assumiu a equipe.

“Ele tem todo o crédito pelo crescimento nos últimos dois anos. A concepção de trabalho foi absorvida, o estilo de jogo mantido e as contratações melhoraram bastante. A sequência positiva tem mérito dele, que se tornou um irmão para mim”, garante Grasso, que levou para Porto Rico algumas novidades.

“Os treinos de bloqueio e defesa foram alguns dos ensinamentos. Mauro nos trouxe isso e adotamos desde então, dando importante resultado. Foi um conhecimento a mais que tive na carreira”, agradece o comandante.

Sobre a campanha do time, eliminado na primeira fase, após três derrotas, Grasso pondera sobre um detalhe de peso. “O principal jogador do time, o levantador Angél Pérez, não esteve no Mundial. Ele é o cérebro do time, o responsável por municiar os atacantes que, certamente, teriam um outro desempenho com este jogador em quadra. Foi um desfalque relevante, que fez a diferença”, lembra o brasileiro.

Mesmo com a ausência de Pérez, os Mets conseguiram surpreender os russos do Belogorie, ao vencer um set no encontro diante dos europeus. Para o futuro, o trabalho sério dá ânimo para a manutenção do crescimento. “O momento do vôlei masculino e feminino de Porto Rico é favorável. Podemos usar a relação com os Estados Unidos para fazer a modalidade crescer ainda mais por lá. Alguns talentos podem ser buscados com um trabalho mais intenso. O jeito, por enquanto, é tentar atrair os jogadores de basquete, com o porte físico ideal que precisamos”, brinca Gaspar.

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