Novo suspeito de participar da morte do menino Bernardo é preso no RS

Evandro Wirganovicz é irmão da assistente social Edelvânia Wirganovicz, já presa por suspeita de envolvimento na morte

iG Minas Gerais | Da redação |

Um vídeo publicado na internet pelo Colégio Ipiranga, onde o menino Bernardo Boldrini estudava, mostra a criança fazendo uma homenagem à madrasta no Dia das Mães em 2011
Reprodução/Internet
Um vídeo publicado na internet pelo Colégio Ipiranga, onde o menino Bernardo Boldrini estudava, mostra a criança fazendo uma homenagem à madrasta no Dia das Mães em 2011

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu na tarde deste sábado (10) um quarto suspeito de participação na morte do menino Bernardo Boldrini.

Evandro Wirganovicz foi preso em Frederico Westphalen, no norte do Estado. Ele é irmão da assistente social Edelvânia Wirganovicz, já presa por suspeita de envolvimento na morte.

Também estão detidos desde 14 de abril o pai de Berrnardo, o médico Leandro Boldrini, e a madrasta, a enfermeira Graciele Uglioni.

Por meio do canal da Polícia Civil gaúcha no Twitter, a delegada Caroline Bamberg, responsável pelo caso, afirmou que a prisão é de caráter temporário e deverá se estender por ao menos 30 dias.

Segundo a polícia, mais detalhes sobre a prisão serão informados na próxima terça-feira, em Três Passos. No mesmo dia, a polícia deverá encerrar o inquérito e encaminhar as conclusões ao Judiciário gaúcho.

Contatada pela reportagem, a delegada não quis se pronunciar sobre o caso.

Localizado na tarde de hoje, o advogado de Evandro Wirganovicz disse que não poderia atender a reportagem naquele momento.

Entenda o caso

Bernardo morava em Três Passos, no interior do RS, e desapareceu no dia 4 de abril. Dez dias depois, o corpo do garoto foi localizado numa cova rasa em um matagal em Frederico Westphalen (a 447 km de Porto Alegre).

A madrasta afirmou à polícia que a morte ocorreu de forma "acidental". Ela disse ter dado remédios ao garoto, que estaria "agitado", para fazê-lo dormir.

Em seguida, viu que o garoto não apresentava reações.

A defesa de Leandro Boldrini nega participação do crime e diz que o pai não tinha conhecimento do ocorrido.

O advogado da assistente social, Demetryus Gapiglia, afirma que ela nega envolvimento, mas admite ter ajudado a ocultar o corpo.

No fim de abril, o resultado de uma perícia preliminar apontou a presença do sedativo Midazolam no corpo de Bernardo.

Leia tudo sobre: caso bernardoboldriniassassinatocrime no sul