Famosos pedem libertação de garotas raptadas na Nigéria

Governo acredita que meninas levadas pelo Boko Haram estejam dentro do próprio país

iG Minas Gerais |

A cantora Alicia Keys também tornou pública sua manifestação
Reprodução/Twitter
A cantora Alicia Keys também tornou pública sua manifestação

ABUJA, Nigéria. “Prefiro ser morta a ser capturada”. Esse foi o relato de uma das garotas que conseguiu escapar do cativeiro mantido pelo Boko Haram. O governo da Nigéria identificou ontem 53 meninas sequestradas pelo grupo extremista. Ao todo, 276 estudantes seguem desaparecidas.

Protestos diários em Abuja, capital da Nigéria, e manifestação de famosos e comuns nas redes sociais pedem a libertação das meninas sequestradas. Bill e Melinda Gates, Bono, Desmond Tutu e outras 43 personalidades entre empresários, representantes da sociedade civil e religiosos assinaram uma carta aberta para reivindicar uma ação com recursos globais para resgatar as meninas.

A carta, publicada ontem nos meios de imprensa nigerianos, etá assinada também pelos prêmios Nobel da Paz Desmond Tutu (arcebispo sul-africano) e Mohammed Yunus (banqueiro bengalês), e pela viúva do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, Graça Machel.

Nesta sexta-feira, o presidente Goodluck Jonathan falou pela primeira vez sobre o possível paradeiro das estudantes. “Existem versões de que elas foram levadas para fora do país. Mas acho que tantas pessoas não poderiam ter sido levadas a Camarões sem que fossem vistas. Por isso, acredito que elas ainda estejam na Nigéria. Também estamos trabalhando com especialistas que usaram sensores remotos para ver os insurgentes onde quer que eles estejam. E basicamente eles estariam na área de Sambisa”, disse ele, referindo-se a um bosque perto da área onde as estudantes foram sequestradas.

O governo de Jonathan tem sido criticado por sua reação lenta à crise das reféns, e ontem foi a primeira vez que ele disse crer que as estudantes estejam sendo mantidas no país.

À medida que cresce a condenação ao sequestro, o mufti da Arábia Saudita, a maior autoridade religiosa do berço do islã, disse que os rebeldes do grupo Boko Haram, que realizaram os sequestros, “decidiram manchar a imagem do islã”.

Ajuda internacional. Equipes americanas e britânicas chegaram ontem à Nigéria para ajudar nas buscas pelas estudantes sequestradas. O grupo dos Estados Unidos tem sete militares, entre especialistas do Departamento de Justiça e do FBI, segundo informações do Pentágono. Os agentes ficarão responsáveis por dar suporte nas investigações.

China e França também se comprometeram a enviar equipes para ajudar as sequestradas no dia 14 de abril em uma escola na cidade de Chibok.

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