Minientrevista

Fernando Júnior - Empresário Presidente da Abrasel-MG

iG Minas Gerais |

O que tem levado os bares e restaurantes a fecharem cada vez mais cedo em Belo Horizonte? São vários fatores, entre eles as leis mais restritivas, como a Lei do Silêncio. Há muita burocracia. E, além disso, ainda há associações e até moradores que reclamam do funcionamento de bares e restaurantes durante a madrugada. Muita gente não percebe que um restaurante funcionando dá mais segurança do que uma rua sem movimento, vazia. E tem também a Lei Seca, que intensificou a dificuldade de locomoção na cidade. Afinal, muitas vezes, as pessoas não conseguem táxi e na cidade não há ônibus que funcione bem durante toda a madrugada. Assim, muita gente está optando por sair perto de casa. Aliás, a questão do transporte também interfere na hora de encontrar funcionários para o turno da noite. Com poucos ônibus e também por causa da violência, as pessoas preferem não trabalhar nesse horário, que também custa mais para as empresas por causa do adicional noturno. Como se não bastassem todas essas dificuldades, o setor ainda convive com a informalidade, que não paga impostos, até mesmo na madrugada. E, com falta de movimento, as empresas estão optando por reduzir o seu horário de funcionamento.

A capital tem poucas opções 24 horas. O senhor diria que a redução desses estabelecimentos é uma tendência?

É difícil falar se esse será o caminho, mas posso dizer que é o que está acontecendo na cidade. Temos que lutar para a cidade não morrer como polo de gastronomia e de botecos. É preciso reduzir a burocracia. (JG)

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