Enfrentamento entre o ateísmo e o cristianismo

Baseada no livro “Deus em Questão”, peça “Freud – A Última Sessão” tem duas apresentações em BH

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Personagem. Com humor, o ator Hélio Ribeiro dá vida ao criador da psicanálise no espetáculo
Paula Kossatz / divulgação
Personagem. Com humor, o ator Hélio Ribeiro dá vida ao criador da psicanálise no espetáculo

De um lado, o criador da psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939), e sua total ausência de crença em relação à existência de divindades. Do outro, o renomado escritor egresso da Universidade de Oxford, C. S. Lewis, que tardiamente tornou-se católico. Essas duas grandes figuras da história ocidental se encontram na peça “Freud – A Última Sessão”, em cartaz hoje e amanhã, no Palácio das Artes. A apresentação em Belo Horizonte marca a estreia de Anderson Müller no papel de Lewis.

Com o texto assinado pelo norte-americano Mark St. Germain, a peça remonta o consultório do médico austríaco em 1939, na Inglaterra. É lá que ele recebe o escritor e onde ambos discutem sobre suas crenças. “É um embate religioso em que Lewis defende a existência de Deus e Freud, com muita ironia, tenta desmenti-lo”, comenta o ator Hélio Ribeiro, que interpreta o “pai” da psicanálise.

A discussão também desdobra-se em outros assuntos como a felicidade, o sexo e a inevitabilidade de morte. Tudo isso, permeado de muito humor. “O personagem Freud tem um posicionamento muito cínico e derruba alguns argumentos do oponente por meio de ironia e deboche”, afirma Ribeiro.

Apesar de o autor ter escrito o texto favorecendo a perspectiva de Freud, Ribeiro argumenta que o efeito sobre a plateia é o principal resultado. “Geralmente as pessoas saem questionando e defendendo as próprias crenças”, afirma.

Embora trabalhe com temas polêmicos e complexos, a peça foi pensada para abranger diversas faixas etárias. “A maior parte do nosso público é de jovens”, diz.

Agenda

O quê. Peça “Freud -A Última Sessão”

Quando. Hoje, às 21h, e amanhã, às 19h

Onde. Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro)

Quando. R$ 50

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