Bob pai, Bob filho

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“O mineiro, quando confia em você, abre as portas de casa e te leva para dentro”
Bob’s/Divulgação
“O mineiro, quando confia em você, abre as portas de casa e te leva para dentro”

Assim com as lojas de sucos e frutas são a cara do Rio de Janeiro, a rede Bob’s também é sinônimo de carioca da gema, melhor, da carne. Por isso, eis outro carioca da gema e da carne, Mauro Bastos Pinhel, que veio para BH – e ficou – como feliz franqueado do Bob’s. Ele assina todas as lojas Bob’s na capital, Betim e Contagem.

 

Mauro, há quanto tempo e por que decidiu vir do Rio de Janeiro para Belo Horizonte?

Vim sozinho para BH em julho de 1996. Minha família (a esposa Lilian e os dois filhos) veio em janeiro de 1997. O Fábio estava com oito anos e a Carolina, 14. O primeiro fator que me motivou foi a segurança. Óbvio que BH tinha os problemas de uma metrópole, mas era mais segura. Em segundo lugar porque no Rio a expansão da minha antiga marca (também do setor de fast food) estava difícil. BH era um mercado promissor, uma possibilidade de expansão e segurança.

 

Você trouxe o Bob’s em primeira mão para Minas? Quantas unidades comanda hoje?

Fui o terceiro franqueado a apostar no Bob’s em BH. Vim quando a antiga loja já estava fechada. Atualmente, temos 27 pontos de venda na Grande BH. Até o final de maio, queremos inaugurar o 28º, no Aeroporto de Confins, e chegar ao 30º até outubro.

 

É difícil para um empresário “abrir estradas” em BH?

Não é fácil, mas desenvolvemos um projeto no qual tínhamos, ao longo dos anos, um norte de planos, metas e objetivos, incluindo planejamento de marketing em cima de expansão. Começamos um “case” nacional no Bob’s, inaugurando sete pontos de venda em menos de 30 dias. Foram quatro restaurantes e três quiosques, entre 18 de outubro e 18 de novembro de 2004. Tínhamos certeza que isso causaria forte impacto na cidade, com bastante visibilidade. 

 

Empresários do setor de alimentação fora do lar têm reclamado bastante da mão de obra disponível em BH. No caso do Bob’s, com funcionários jovens lidando diretamente com os clientes, é ainda mais complicado?

Hoje temos os melhores equipamentos que, consequentemente, fazem os melhores produtos. Tenho certeza que o grande desafio atual para executivos e empresários é o desenvolvimento de pessoas. Trabalhamos nisso desde 2004. Fui o franqueado pioneiro do Bob’s no Brasil a inaugurar o Centro de Referência em Treinamento Operacional (CRTO) – hoje BH é a única cidade com dois destes centros – e também na criação do projeto de acessibilidade, referência em todo o país. Para atender o cliente com 110% de satisfação é preciso treinar seus funcionários.

 

Qual a maior dificuldade de estabelecer uma empresa aqui?

Conquistar a fidelidade do mineiro. Você tem que trabalhar acessibilidade, variedade e satisfação total do cliente.

 

E qual foi a melhor surpresa da cidade?

O grupo de amigos que tenho hoje. O mineiro, a partir do momento em que confia em você, abre as portas de casa e te leva para dentro.

 

Algum local de BH, em especial, que você gosta de frequentar?

Morei no Sion e adorava passear na Praça JK. Agora vou muito à Praça da Liberdade. Fora daqui, gosto bastante de Tiradentes, vou sempre que posso.

 

O tênis, além de esporte, é terapia?

Com certeza. O tênis é uma atividade física, e consequentemente, uma terapia. Além de colaborar para sua longevidade, é um esporte onde você acaba criando uma grande network. Costumo jogar em clubes (Minas Tênis e Campestre) e com um grupo de amigos, aos sábados.

 

Apesar de manter o “xis”, você incorporou o “uai”?

Engraçado que, quando vou ao Rio, dizem que estou falando como mineiro. Fico supersatisfeito, achando que ninguém vai mais encher meu saco. Mas é só eu voltar e logo me perguntam seu eu não sou daqui (risos). Com certeza, absorvi algumas palavras do vocabulário mineiro. Acabo falando “uai”, “sô”.

 

Que mensagem você deixa para BH?

Estamos caminhando para mil funcionários e quase dois mil empregos indiretos na cidade, além de fazermos um forte trabalho social, pelo qual temos o reconhecimento da Fundação Abrinq – somos uma empresa “Amiga da Criança”. Devo tudo isso às pessoas que me acolheram aqui.

 

Paulo Navarro com Sabrina Santos

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