Auxílio de peso para as novas mamães

Mesmo com vários cursos para ensinarem as gestantes a cuidarem do primeiro filho, para as mães, ter uma avó é essencial.

iG Minas Gerais | NATÁLIA OLIVEIRA |

A avó Nilza dá dicas de como cuidar da filha para a nora Maria Clara

Especial Dia das Maes.

Avos com cartazes com dicas para maes que acabaram de ter filhos

NA FOTO: NEUZA (AVO), MARIA CLARA E SUA FILHA, GIOVANA

FOTO: LINCON ZARBIETTI / O TEMPO / 09.05.2014
Lincon Zarbietti / O Tempo
A avó Nilza dá dicas de como cuidar da filha para a nora Maria Clara Especial Dia das Maes. Avos com cartazes com dicas para maes que acabaram de ter filhos NA FOTO: NEUZA (AVO), MARIA CLARA E SUA FILHA, GIOVANA FOTO: LINCON ZARBIETTI / O TEMPO / 09.05.2014

“Não vem com manual de instruções né?” É com essa frase que Rosilaine Amorim, 29, fonoaudióloga de profissão, descreve o novo “ofício” ao qual ela se dedica há dois meses: ser mãe. Apesar das dificuldades com a novidade, ela não consegue descrever ou explicar o amor que dedica ao filho. Pela primeira vez ela e outras mães ouvidas pela reportagem de O TEMPO comemoram o seu dia.

Para Rosilaine, mesmo com vários cursos para ensinar gestantes a lidar com os bebês, é o carinho e a experiência das avós o que mais ajuda. “Toda mãe precisa ter uma mãe”, brinca. Pelo menos foi assim para ela que, nos primeiros dias com o filho, contou com a ajuda da mãe Rosângela Amorim, 53. “Quando a gente vira mãe a gente sabe que não vai ter mais nenhuma noite de sono completa, afinal você vai acordar e ir ver se o bebê está respirando várias vezes. Foi assim quando eu tive a Rosilaine e a vejo passando pela mesma coisa com o meu neto”, enfatiza.

Apesar das dificuldades por causa da inexperiência, as novas mães dizem que a novidade é uma das maiores alegrias da vida. “Este domingo (11) será mesmo de comemoração e muita alegria. Ter meu filho é ter um sonho realizado”, enfatizou a pedagoga Josiane Mariano, 31. A jornalista Ana Johasen, 25, compartilha o sentimento da pedagoga. “Todo trabalho que temos, eles retribuem em dobro. A gente sente um amor que nunca foi sentido antes na vida”, destaca.

Susto

 Com apenas três dias de vida, Geovana engasgou e deixou a mãe, a fisioterapeuta Maria Clara Castilho, 29, em pânico. “Eu comecei a chorar, meu marido também ficou desesperado e chamamos uma enfermeira que é nossa vizinha para nos ajudar. Ela explicou que era só virar o neném de barriga para baixo. Depois do susto, sorrimos e nos divertimos com a história”, lembra.

Como não tem mais mãe, a fisioterapeuta contou com as dicas da avó do marido para cuidar da filha, que agora está com dois meses. “Algumas coisas que tinham na minha época já estão ultrapassadas, mas os sustos com o bebê todo mundo passa no início em qualquer geração, depois com a experiência você se acostuma”, conta a aposentada Neuza Silva, 76.

A pedagoga Nagila Oliveira, que tem um consultório no centro da cidade, conta que várias vezes atende novas mamães desesperadas com situações simples por causa da inexperiência. “Às vezes as mães vêm com o bebê dormindo e acham que eles estão desacordados, ou com bebês chorando muito com dor de barriga e elas não sabem o motivo. Depois de um tempo esses sustos viram sorrisos, como quase tudo quando se tem um filho”, conclui.  

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