Al-Rayyan mostra força, surpreende Sada Cruzeiro e está na final

Jogando em casa, equipe celeste saiu na frente, mas acabou superada pelo time do Catar, que vai à sua primeira final

iG Minas Gerais | DÉBORA FERREIRA |

ESPORTES - BELO HORIZONTE MG - 9.5.2014 - MUNDIAL DE CLUBES VOLEI FIVB 2014 - Partida entre SADA CRUZEIRO (branco) e AL-RAYYAN (vermelho), no Ginasio Mineirinho em Belo Horizonte MG.
Foto: Douglas Magno / O Tempo
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ESPORTES - BELO HORIZONTE MG - 9.5.2014 - MUNDIAL DE CLUBES VOLEI FIVB 2014 - Partida entre SADA CRUZEIRO (branco) e AL-RAYYAN (vermelho), no Ginasio Mineirinho em Belo Horizonte MG. Foto: Douglas Magno / O Tempo

Uma partida tão complicada quanto era de se esperar. Assim foi o encontro de Sada Cruzeiro e Al-Rayyan-QAT, valendo vaga na grande final do Mundial de Clubes. De um lado, um elenco multicampeão, que trabalhou junta por toda a temporada. Do outro, estrelas internacionais, que atuaram juntas pela primeira vez na segunda-feira. Era difícil apontar favoritos, mas os catarianos conseguiram vencer e avançaram à final, após fazer  3 sets a 1 (21/25, 25/18, 25/21 e 25/18).

Neste sábado, o clube asiático enfrenta o Belogorie Belgorod-RUS, às 19h, na decisão do título, e o Sada reencontra os hermanos do UPCN, às 16h30, na disputa pelo terceiro lugar da competição.

O início do duelo deu indícios de que tudo seria mais equilibrado do que realmente foi. As equipes tentavam se adaptar ao estilo de jogo adversário, com os catarianos tendo certa vantagem. Um dos maiores problemas dos celestes estava no saque: os do Al-Rayyan funcionavam bem, enquanto os do Sada Cruzeiro não encaixavam. O técnico Marcelo Mendez promoveu, então, a entrada do central Douglas Cordeiro para resolver o problema.

A estratégia deu certo, e o time da casa conseguiu virar o placar. Leal conduzia os ataques e Willian convocava a barulhenta torcida para dar um ânimo a mais. Um dos melhores no primeiro set, o ponteiro Filipe encarou o bloqueio e fechou a etapa, para delírio dos torcedores, que fizeram um barulho ensurdecedor no ginásio do Mineirinho. Novos problemas começaram a aparecer na etapa seguinte para o grupo estrelado. O Al-Rayyan queria a vaga na final e, com Kaziyski e Simon, dificultava nos saques e acertava os ataques. Por outro lado, o clube da casa começou a cometer erros, que custaram a derrota na etapa.

O estilo de jogo asiático prevaleceu novamente no terceiro set. Os catarianos se recusavam a deixar a bola cair no chão da quadra deles, especialmente com o líbero brasileiro Alan. Quando não contava com a inteligência do também brasileiro levantador Rapha, o time dava um jeito de servir bem a bola: até com o pé Kaziyski chegou a defender.

Outro que desequilibrava o jogo era o cubano Simon. O atleta não errava nenhuma bola de meio e foi de longe o melhor sacador em quadra. Na reta final do quarto set, o atleta voltou a marcar aces e deixou seu time muito perto de avançar. Sanchez, outro que apareceu bem durante todo o duelo, virou a bola que deu o match point ao Al-Rayyan e à seguinte, garantindo os catarianos na final. 

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