Manifestação libera as catracas de todas as estações do metrô de BH

Para não prejudicar a população, CBTU decidiu abrir as catracas para todos os passageiros

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Após um protesto deixar as catracas da estação São Gabriel, na região Noroeste de Belo Horizonte, abertas na manhã desta sexta-feira (9), funcionários terceirizados que estão sem receber o salário por conta da falência da empresa contratante voltaram a se manifestar no fim desta tarde e forçaram a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) a liberar a entrada para os passageiros, porém, desta vez, em todas as estações do metrô. 

A informação foi confirmada pela assessoria da CBTU, que explicou o motivo de ter liberado as catracas. Entre as funções exercidas pelos funcionários terceirizados que participam da manifestação, estão os vendedores dos bilhetes do metrô. Para não prejudicar a população que compraria a passagem na hora, a companhia decidiu liberar a entrada para  todos os usuários. 

O protesto teve início na manhã desta sexta na estação São Gabriel e, no fim da tarde, ele se expandiu para as demais estações da cidade. Bianca Veríssimo é uma das funcionárias da empresa PH Service, alvo da manifestação. "A empresa faliu e escondeu isso de todos os funcionários e até da CBTU por cinco meses. Agora estamos sem salário, sem passagem, sem ticket alimentação. Temos vir trabalhar por conta nossa", reclamou a mulher. 

Ainda sem ter uma previsão de receberem o que lhes é de direito, os manifestantes foram informados de que uma assembleia será feita para tentar resolver o impasse. "Queriam nos dar R$ 100 para podermos vir trabalhar, mas não vamos aceitar. E o nosso salário de abril? A CBTU quer nos ajudar e nós também queremos ajudá-la, para tudo voltar ao normal", afirmou Bianca. 

Não foi combinada

Mais cedo, durante a manifestação ocorrida em uma das estações, o Sindicato dos Empregados em Edifícios e Condomínios e dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Belo Horizonte (Sindeac), que representa os funcionários terceirizados do metrô, informou que não houve uma paralisação combinada. Segundo eles, os funcionários que não compareceram são contratados junto à empresa PH Service.

Desde esta manhã, O TEMPO tenta ouvir a empresa responsável pelos funcionários, porém, nenhum dos contatos telefônicos foram atendidos.