Homens irritados estão três vezes mais aptos a morrer cedo

Estudo dinamarquês mostra que pessoas com grandes preocupações expõem a saúde a riscos; cientistas estudaram os dados de 9.875 homens e mulheres entre 36 e 52 anos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

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Homens que estão freqüentemente irritados são mais propensos a morrer durante a meia idade. Essa é a conclusão de um estudo publicado nessa sexta-feira (9), na revista científica Journal of Epidemiology and Community Health.

Feito por pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, o trabalho aponta que os indivíduos que sofrem com regularidade de estresse em suas relações familiares, entre amigos e parceiros, estão de duas a três vezes mais propensos a morrer prematuramente.

O risco seria ainda maior, de acordo com a pesquisa, porque homens sofrem calados: ou seja, eles tendem a não dividir seus problemas e contam com “redes de apoio” mais fracas do que as das mulheres. Foram estudados dados de 9.875 homens e mulheres entre 36 e 52 anos.

Na pesquisa, eles tiveram que responder perguntas sobre seus relacionamentos sociais. Passados onze anos, 196 mulheres (4%) e 226 homens (6%) haviam morrido.

Dessas mortes, quase metade foi causada por câncer. Além disso, doenças cardíacas, hepáticas, acidentes e suicídios também contribuíram. Nas análises, os pesquisadores levaram em conta a ligação entre as principais preocupações e causas de irritação e a mortalidade.

O que eles perceberam é que as pessoas que relataram preocupações com demandas de algum parceiro passaram por um aumento do risco de mortalidade de 50 a 100%. Ao mesmo tempo, aquelas que experimentaram conflitos regulares dentro de qualquer tipo de relação obtiveram um aumento das chances de morte de duas a três vezes.

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