Quase metade dos congressistas tem pendências criminais, diz Janot

Em entrevista, procurador-geral da República afirmou que número grande de processos pode levar à impunidade de políticos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

CCJ do Senado, sabatina do subprocurador-geral da República Rodrigo Janot para o cargo de Procurador-Geral da República
Wilson Dias/ABr
CCJ do Senado, sabatina do subprocurador-geral da República Rodrigo Janot para o cargo de Procurador-Geral da República

De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o número de congressistas com pendências criminais é 'pouco menos de 300'. A revelação foi feita em entrevista à revista 'Congresso em foco'.

Com isso, o Congresso brasileiro, com 594 parlamentarem, tem a marca de que praticamente metade de seus componentes são alvos de inquéritos e ações penais. Na conta do jurista, também há casos mantidos sob sigilo pelo Supremo Tribunal Federal. 

Janot afirma que adotou, desde que assumiu o cargo, uma postura para acelerar o julgamento de acusações criminais contra congressistas. Isto é, recomendar o encerramento de processos pouco consistentes para que o STF fique focado nos de grande relevância. Segundo o procurador-geral, é preciso 'desafogar o Judiciário'.

Apesar disso, o chefe do Ministério Público Federal afirma que o grande número de processos contra congressistas pode levar à impunidade. Isso porque, de acordo com seu raciocínio, com 22 parlamentares tendo pendências judiciais, o Supremo teria que fazer pelo menos 400 sessões para analisar. Ou seja, demoraria mais de 5 anos só para a conclusão dos casos. 

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