Tecnologia pode auxiliar médicos a entender pacientes

iG Minas Gerais | Jan Hoffman |

Nova York. Jeffrey Cohn, professor de psicologia na Universidade de Pittsburgh, que também realiza pesquisas com computadores e expressões faciais, afirmou que o estudo com o Cert abordou “um problema importante, tanto do ponto de vista médico, quanto social”, referindo-se à dificuldade de avaliar quem afirma estar sentindo dores.  

Marian S. Bartlett, professora de pesquisa do Instituto de Computação Neural, em San Diego, e principal autora do estudo, afirmou que não estava dando a entender que os médicos são incapazes de avaliar a dor com precisão. Porém, “não devemos presumir que a percepção humana seja melhor do que é de fato”, afirmou. “Existem sinais no comportamento não verbal que nosso sistema de percepção talvez não seja capaz de perceber, ou que não costumamos notar”.

Bartlett e Cohn estão trabalhando para aplicar a tecnologia de detecção de expressões faciais em tratamentos de saúde. “As crianças ainda não sabem que podem pedir analgésicos, e os menores não conseguem se comunicar”, afirmou.

As crianças poderiam se sentar em frente à câmera do computador, afirmou, referindo-se ao projeto atual, e “o computador poderia avaliar as expressões faciais das crianças para estimar a dor que estivessem sentindo. O prognóstico é melhor para o paciente se a dor for tratada desde o princípio e da forma correta”.

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