UPCN bate o Al-Rayyan em duelo dramático, elimina o Trentino e avança

Com vitória nesta quinta-feira, argentinos alcançaram objetivo e estão novamente nas semifinais do Mundial de Clubes

iG Minas Gerais | GABRIELA PEDROSO |

Vencer o Al-Rayyan era a única forma do UPCN seguir no Mundial e buscar a inédita medalha na competição. Cientes do desafio que tinham, os jogadores da equipe argentina entraram em quadra, nesta quinta-feira, determinados a cumprir a sua missão e foram recompensados.  Por pouco, porém, o UPCN não viu seu sonho ter um fim trágico. Após sair na frente com dois sets, os argentinos tiveram uma queda de rendimento e só foram confirmar a vitória no tie-break. As parciais do confronto foram 25/19, 25/20, 17/25, 18/25 e 15/11. Com a vitória, o UPCN, além de obter a classificação, conseguiu a "revanche" ao tirar o Trentino-ITA da semifinal do Mundial, o que nunca havia acontecido desde a retomada do torneio, em 2009. Até então, os italianos tinham figurado em todas as semifinais da competição. Já o Al-Rayyan, mesmo com o revés, foi a sete pontos e vai para a próxima fase como o primeiro da chave, tendo os argentinos, que fecharam a fase de grupos com seis pontos, em segundo, como os companheiros. A tarefa do UPCN, nesta quinta-feira, não era nada fácil. Pela frente, os argentinos tinham o Al-Rayyan, líder do grupo B, já classificado para as semifinais.  O que os hermanos não sabiam, porém, era que poderiam contar com o apoio, em sua batalha pela vaga, da torcida presente no ginásio do Mineirinho, que deu um "gás" a mais ao time sul-americano.

Estudantes de diferentes escolas de Belo Horizonte escolheram torcer pelo UPCN e o fizeram do início ao fim do duelo. A torcida deu certo, e a equipe argentina largou na frente com 2 sets a 0. 

Precisando da vitória a todo custo, o UPCN mostrava já no aquecimento estar concentrado em ir atrás do resultado positivo. O espírito de determinação do grupo se misturou com a raça argentina, e o que se viu nas primeiras duas parciais foi um time agressivo no ataque e totalmente focado. Os erros, na maioria das vezes, eram do Al-Rayyan, que não se mostrava tão preocupado com o placar e acabaram derrotados por 25 a 19. O oposto brasileiro Théo era uma das principais armas do UPCN e virava tudo que o levantador Gonzalez colocava na sua mão. Cada ponto era motivo de muita vibração para o time argentino, que, devagar, ia se aproximando de sua meta. A segunda parcial foi mais equilibrada, mas o UPCN aproveitou a desatenção do Al-Rayyan no momento de definição para fechar a etapa com um bloqueio triplo em Sanchez e ampliar a diferença no placar. Apesar da desvantagem, o time do Catar não se intimidou e mostrou porque merecia liderar a chave. No terceiro set, se o UPCN já dava sinais de cansaço devido ao grande esforço feito, o Al-Rayyan parecia começar o jogo. O grupo asiático, enfim, "acordou" para o duelo e aproveitou a queda de rendimento do adversário para reagir. Agora era o time do Catar que usava os erros do rival para pontuar: 25 a 17. O quarto set repetiu a mesma dinâmica da etapa anterior. O Al-Rayyan seguia ofensivo, com Simon e Sanchez no ataque, e o UPCN não conseguia apresentar a mesma raça que o fez sair na frente com dois sets de vantagem, sendo penalizado. O grupo do Catar anotou 25 a 18, levando o confronto para o tie-break e tornando dramática a situação dos argentinos. Os hermanos, porém, não desistiram e conseguiram o triunfo no set do desempate, agradecendo ao fim do jogo o apoio da torcida.

 

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