PSDB ter cheiro de derrota é fato, diz Campos, ao defender Marina

Ex-ministra do Meio Ambiente deu declaração ao afirmar que ex-governador de Pernambuco é o único capaz de impedir reeleição de Dilma

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Candidatura de Eduardo Campos cria problemas para formação de alianças nos Estados
George Gianni / PSDB - 17.3.2013
Candidatura de Eduardo Campos cria problemas para formação de alianças nos Estados

 O pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, endossou a afirmação da ex-senadora Marina Silva, publicada na Folha de S.Paulo desta quinta-feira (8), de que o PSDB tem "cheiro de derrota."

Ele disse que a afirmação de Marina é um fato.

"A análise da Marina é a visão de muitas pessoas. É um fato das três últimas eleições [o PSDB perder no segundo turno para presidente]", disse Campos, em Uberaba (MG), em visita à Expozebu, maior feira pecuária do país.

A ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata ao cargo de vice na chapa liderada pelo ex-governador de Pernambuco afirmou que o partido do senador e também pré-candidato Aécio Neves --que até agora tem mantido uma relação amistosa com Campos--, tem "cheiro da derrota" no segundo turno.

Ela falou ainda que Campos é o único capaz de impedir a reeleição de Dilma Rousseff (PT). O ex-governador afirmou também que a disputa eleitoral não pode ficar mais polarizada entre PSDB e PT.

Ele disse que é preciso superar essa polarização e mostrar novos "caminhos ao Brasil". "Precisamos sair dessa velha briga do 'nós e eles'. Isso já não é mais suficiente para um debate político. A sociedade não quer mais esse tipo de debate, mas quer quem apresente caminhos e não fique apenas apontando erros", disse Campos.

RESISTÊNCIA

Ele se reuniu com empresários ligados à pecuária, que se mostraram preocupados com o fato de Campos estar ao lado de Marina, que historicamente sofre resistências do agronegócio brasileiro. Campos, no entanto, minimizou as críticas do setor.

"O problema [da agricultura brasileira] não é a Marina. É um segmento que precisa de um olhar mais efetivo do governo. É natural que tenha alguns que apoiem a nossa candidatura e outros que apoiem outras", afirmou.

Ele também disse que a sua chapa não tem "preconceito com os agropecuaristas" e que vai buscar diálogo com todos os setores para fazer um programa de governo.

"Não temos preconceito com quem faz pecuária no Brasil, até porque para ganhar mercado lá fora eles precisam ter compromisso com a sustentabilidade", disse.

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