Greve da Assistência Social de Belo Horizonte tem adesão de 80%

Objetivo é pedir melhorias nas condições de trabalho nos Centros de Assistência Social da capital, que estariam precários

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Com o objetivo de buscar melhorias para os locais de atendimento à população, os trabalhadores da Assistência Social de Belo Horizonte participam da maior paralisação da história da classe. Até a tarde desta quinta-feira (8), pelo menos 400 trabalhadores da área (80% do total) já haviam aderido à greve, conforme as informações do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel).

Participam do movimento grevista servidores lotados na Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social, dos 23 Centros de Referência de Assistência Social (BH Cidadania/CRAS) e 7 Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS). Além disso, ainda segundo o Sindibel, também aderiram à paralisação trabalhadores do Conselho Municipal de Assistência Social, dos Conselhos Municipais de direitos ligados às políticas sociais e do Plantão Social do Migrante, que funciona na Rodoviária de Belo Horizonte.

O sindicato explica que esta é considerada a maior paralisação porque, até o fim de 2012, a grande maioria dos trabalhadores da Assistência Social da capital eram terceirizados e, com isso, a grande maioria tinha medo de se juntar aos movimentos grevistas dos funcionários municipais.

Com isso, a pedido do Ministério Público, a Prefeitura de Belo Horizonte precisou concursar 900 servidores na área. Ainda de acordo com o Sindibel, até mesmo funcionários que estão no período probatório estão aderindo a greve. 

A paralisação pede melhorias nas condições de trabalho para conseguir executar as políticas públicas, que estão prejudicadas inclusive por cortes financeiros que impactam diretamente na execução dos programas.

A classe ainda denuncia para a falta de estrutura nas unidades de assistência social municipais. Como exemplo, o sindicato citou alguns Cras, que fazem atendimentos em áreas de risco e não possuem a estrutura necessária. Segundo eles, na maioria dos Centros não existem salas sigilosas, onde os psicólogos possam ouvir em privacidade, por exemplo, crianças vítimas de abusos, já que as salas de atendimento são separadas apenas por um vidro. 

Atendimentos afetados

Ainda de acordo com o Sindibel, com a paralisação vários dos serviços de Assistência Social terão os serviços afetados. Entre está a concessão de benefícios socioassistenciais, como cesta básica, passe livre para deficientes, vale-transporte social, atualização de cadastro do Bolsa Família, gratuidade de documentos e atendimentos diversos como a crianças e adolescentes em conflito com a lei, idosos, deficientes e famílias com direitos violados.

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