Árbitro que esteve no recorde de público volta ao Mineirinho

Cerca de 27 mil pessoas presenciaram o espetáculo, que foi apitado pelo árbitro Willy Paredes

iG Minas Gerais | DÉBORA FERREIRA |

Palco do Mundial, o Mineirinho traz à memória dos fãs de vôlei muitas lembranças positvas. O ginásio já recebeu grandes jogos da modalidade e virou recordista de público em uma arena fechada quando o Brasil enfrentou e venceu a Grécia, em 1994, pela fase classificatória da Liga Mundial. Cerca de 27 mil pessoas presenciaram o espetáculo, que foi apitado pelo árbitro Willy Paredes. Hoje, o argentino atua como delegado da comissão de arbitragem e reencontra, nesta comptição, o local em que viveu um dos momentos mais surpreendentes de sua longa carreira no vôlei. “No primeiro dia estavam uns 26 mil e poucos torcedores, e no outro dia, mais de 27.200 pessoas. Eu me lembro perfeitamente, foi incrível. Me lembro que na última bola,  o Tande sacou estilo ‘jornada nas estrelas’, e o público estava maluco. Fiquei surdo com aquela gritaria. Quando a bola foi lá em cima e caiu no fundo da quadra, os dois atletas da Grécia se olharam como quem diz: ‘vou eu ou vai você? É sua ou é minha?’, e a bola caiu no chão. O ginásio enlouqueceu”, conta Paredes. E não foi apenas este o confronto em si que marcou a passagem de Willy pelo Brasil. Acostumado à tradicional paixão brasileira pelo esporte, o delegado também se recorda do assédio dos fãs na porta do hotel. “Naquela época eu apitava muitos jogos no Brasil, em São Paulo, no Rio, e aqui, e todas as finais sempre estavam lotadas. Mas aquilo foi incrível, não sei o que aconteceu, mas foi incrível. Mesmo no hotel, onde estavam as duas equipes, não se podia ‘sair’ da Liga Mundial. As pessoas estavam nas ruas, esperando para ver os jogadores”, conta ele. Paredes iniciou a sua carreia como árbitro de vôlei por conta da paixão pelo esporte que praticava, e desde1973 apitou duelos internacionais, parando oficialmente em 2006.. Com tanta experiência, Willy acompanhou a transformação do vôlei em uma modalidade, mais rápida, dinâmica, e por isso, o argentino pede o uso de tecnologia na modalidade. “O vôlei foi virando mais vivo, muito mais ágil do que era antes. Acho que a tecnologia é muito sana para o esporte, dá um ambiente muito bom também, as equipes ficam tranqüilas sabendo que a decisão não é humana. Hoje tem muita velocidade em jogo, e às vezes,  é quase impossível para um olho humano definir se uma bola que tocou na mão de um atleta , se foi dentro ou fora.  A tecnologia é uma coisa que está muito desenvolvida agora, então dá para usar”, completa ele.

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