Diretoria não garante Kleina e nomes já são comentados

Depois da inesperada derrota para o Sampaio Corrêa na Copa do Brasil, treinador ficou com a corda no pescoço

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Foco de Gilson Kleina e do Palmeiras está no jogo contra o Furacão, pela Copa do Brasil
Reprodução/Youtube
Foco de Gilson Kleina e do Palmeiras está no jogo contra o Furacão, pela Copa do Brasil

A terceira derrota seguida pode significar a demissão de Gilson Kleina no comando do Palmeiras. O time vem de tropeços contra Flamengo, Fluminense e Sampaio Corrêa e a pressão em cima do presidente Paulo Nobre para demitir o treinador deve aumentar nos próximos dias. Por isso, alguns nomes já são comentados no clube como possíveis candidatos para o posto de treinador palmeirense.

O diretor executivo, José Carlos Brunoro, logo após a derrota por 2 a 1 para o Sampaio Corrêa na última quarta-feira, desconversou sobre a possibilidade da saída de Kleina. "Temos que ter tranquilidade. Vamos ver amanhã (nesta quinta-feira). Vamos reavaliar o trabalho. Eu não mando no Palmeiras, não sou o presidente. Tudo tem que ser analisado pelo grupo e o Gilson sabe disso. Já passamos por outras situações difíceis", disse o dirigente.

Até pouco tempo, ao se falar o nome de Vanderlei Luxemburgo, muitos membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) torciam o nariz. Hoje, a rejeição é bem menor, principalmente porque como o treinador não vive o melhor de seus momentos na carreira, a chance de ele aceitar um contrato de produtividade é muito grande, mesmo que seja oferecido um salário parecido com o de Gilson Kleina, que é na casa dos R$ 300 mil. Quem continua totalmente contra a vinda de Luxemburgo é o ex-presidente Mustafá Contursi, que ainda goza de muito prestígio e força nos bastidores do clube.

Outros dois nomes que teriam menos rejeição e que são falados desde a época de Arnaldo Tirone é o de Ney Franco e Dunga. O técnico do Vitória é quem menos tem rejeição dentre os três nomes, mas também é quem parece com menos chances de vir, já que em 2012, quando o clube acertou com Kleina, o nome dele também foi falado, mas o salário fez com que fosse descartado rapidamente.

Quanto a Dunga, ele chegou a conversar com Arnaldo Tirone e aceitou a proposta do Palmeiras, mas o tempo de contrato evitou o acerto. Ele queria contrato com tempo maior e o clube ofereceu apenas vínculo até o fim de 2012. Sem acordo, a diretoria foi atrás de Gilson Kleina e assinou contrato até dezembro do ano passado, quando ele renovou até dezembro deste ano.

Mas a falta de consenso sobre um nome faz com que várias outras opções sejam lembradas no clube, como Dorival Júnior e até Doriva, que foi campeão paulista pelo Ituano, inclusive eliminando o Palmeiras na semifinal.

Enquanto nomes circulam pela Academia de Futebol, Gilson Kleina tenta manter o foco no Palmeiras. O elenco se reapresenta na tarde desta quinta-feira, na Academia de Futebol, e inicia os preparativos visando a partida contra o Goiás, sábado, no Pacaembu.

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