Roberto Tibiriçá apresenta clássicos eruditos e românticos

A convite da Filarmônica de Minas Gerais, maestro rege a orquestra em apresentação nesta noite

iG Minas Gerais | LUCAS SIMÕES |

Aos 60 anos, o maestro Tibiriçá une música clássica e popular
Paulo Lacerda
Aos 60 anos, o maestro Tibiriçá une música clássica e popular

Responsável por uma aproximação natural entre a música erudita e a MPB, Roberto Tibiriçá não é apenas um inovador. Também lírico, clássico e romântico, ele retorna à capital como maestro convidado para reger a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, em um concerto da Série Allegro. Apoiado por cerca de 100 músicos, o maior maestro do país vai apresentar quatro das principais peças românticas do mundo em um concerto no Grande Teatro do Palácio das Artes, esta noite.

No currículo de Roberto Tibiriçá estão passagens robustas como regente das principais orquestras do país, como as sinfônicas Brasileira (OSB), do Estado de São Paulo, da Petrobras e de Minas Gerais. Aqui, na terra das montanhas, o que ele sente mais saudade é a competência de músicos tão distintos. “A Filarmônica de Minas é a melhor do país e quiçá da América do Sul. Vai ser um prazer apresentar obras tão clássicas com músicos de várias nacionalidades que se dedicam muito em seu trabalho”, diz.

Em cerca de duas horas de concerto, o maestro faz uma homenagem ao compositor Francisco Braga (1868-1945), autor do célebre “Hino da Bandeira” – “o hino mais bonito que nosso país tem”, segundo o maestro. Por isso, a Filarmônica de Minas Gerais vai apresentar a obra “Episódio Sinfônico” do compositor carioca, que foi inspirada na poética de Gonçalves Dias, enquanto o músico morava em Paris, em 1898. “A peça carrega uma introspecção e meditação muito grande, a mesma que Francisco Braga passava no exílio na Europa”, avalia.

Completando a apresentação, a Filarmônica de Minas Gerais apresenta, ao lado do pianista Jon Nakamatsu, o “Concerto para piano em lá menor”, de Edvard Grieg (1843–1907). A peça, escrita enquanto o compositor norueguês estava na Dinamarca à procura de um clima mais ameno, também carrega boa dose de romantismo. Na sequência, o maestro rege a famosa “Sinfonia Inacabada”, de Franz Schubert (1797-1828), e ainda presenteia o público com uma interpretação do maior clássico romântico erudito do mundo, “Romeu e Julieta”, de Tchaikovsky (1840-1893).

Agenda

O quê. Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e Roberto Tibiriçá

Onde. Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1.537, centro)

Quando. Nesta quinta, às 20h30

Quanto. R$ 70 (plateia I), R$ 54 (plateia II) e R$ 36 (plateia superior).

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