Dilma garante ter apoio de Lula

Presidente disse a jornalistas que a relação dos dois é muito mais forte do que todos imaginam

iG Minas Gerais |

Luluzinha. Encontro entre presidente e mulheres que cobrem o Planalto durou mais de quatro horas
Roberto Stuckert Filho/PR
Luluzinha. Encontro entre presidente e mulheres que cobrem o Planalto durou mais de quatro horas

Brasília. Em jantar de mais de quatro horas com dez jornalistas mulheres na noite dessa terça , no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff disse que tem certeza de que o ex-presidente Lula a apoia neste momento, apesar dos movimentos por setores do próprio PT que defendem a volta do ex-presidente ao Planalto, em seu lugar, nas eleições de outubro.

Questionada sobre o que pensava sobre o momento seguinte, respondeu: “Vocês estão buscando ambiguidade, e eu não acredito nisso”. “Eu tenho a certeza dele (Lula), e ele está acima dessas questões”, declarou a presidente. “Eu e Lula temos uma relação muito mais forte do que vocês imaginam. Quem viveu junto, intensamente tantos anos, todas as horas e dificuldades, sabe que a relação é positiva e que não é possível uma ruptura”, declarou, tranquila, a presidente, sem demonstrar qualquer preocupação com as especulações. Dilma assegurou que os dois nunca conversaram sobre uma possibilidade de Lula poder voltar ao poder. Após assegurar que “não ficou chateada” com as especulações do “Volta, Lula”, observou que a imprensa está lendo as palavras do ex-presidente de forma diferente da dela. Para Dilma, não há ambiguidade nas palavras de Lula nem quando ele diz que se decidir alguma coisa, sem explicitar do que se trata, a primeira pessoa a saber será a atual presidente. Para 2015, o projeto é mais educação, redução das desigualdades e crescimento do país. Sobre se prefere disputar segundo turno com Aécio Neves, pré-candidato do PSDB, ou Eduardo Campos, do PSB, a presidente Dilma Rousseff esquivou-se de responder: “sem preferência”. E brincou: “Por favor, sem cascas de banana”. Diante da insistência das jornalistas, completou: “Não acho nada”. Em uma defesa enfática de sua política econômica, a pré-candidata do PT à reeleição chamou de “ridícula” a crítica mais pessimista sugerindo que o país entrará em uma crise a partir do ano que vem. Ao contrário do que afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a presidente garantiu que não haverá aumento de impostos. Dilma reiterou que a inflação está sob controle, mas reconheceu que “não está tudo bem” em relação aos preços.

Relação com Obama

ONU. Dilma vai aos EUA em setembro, em plena campanha, para fazer discurso de abertura da assembleia geral da ONU. “Mas só a Nova Iorque, e não tem nenhuma visita de Estado programada”, disse a presidente. “Pessoalmente, não tenho nenhum problema com ele (Obama)”. Em outubro passado, Dilma faria uma visita oficial ao país, que foi suspensa em função da espionagem feita pelo governo americano à presidente e a empresas brasileiras, como a Petrobras.

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