Italianos e argentinos "iniciam" tradição de rivalidade no vôlei

Duelos equilibrados nos dois últimos Mundiais têm feito os jogos entre Trentino e UPCN se tornarem um clássico do vôlei internacional

iG Minas Gerais | DÉBORA FERREIRA |

Um duelo entre argentinos e italianos, no vôlei, ainda não é uma tradição, mas no que depender dos encontros de Trentino-ITA e UPCN-ARG, a situação deve mudar em breve. Nos três últimos confrontos entre os dois clubes, pelo Mundial, duas partidas acabaram em tie-break, e a outra terminou em 3 sets a 1, também com grandes momentos.

Nem mesmo os jogadores que atuam pelos dois times sabem explicar o motivo de tamanha rivalidade.  “Acho que toda vez que jogamos contra o UPCN é um grande show, eu não sei porque, mas é uma luta”, conta o central Birarelli, capitão do time de Trento.

Enquanto os europeus são da escola mais tradicional da modalidade, a Argentina ainda trabalha para melhorar o esporte no país. Outra diferença é que a equipe hermana é formada em sua maioria por atletas mais experientes, e por outro lado, o renovado Trentino começa a adquirir maturidade agora, depois de uma longa temporada.

“Muitos dos nossos jogadores são mais novos, alguns como Lanza, Ferreira e até o Sokolov ainda tem pouca experiência. Sendo assim, acho que esse jogo contra o UPCN foi uma grande experiência para eles”, completou o jogador.

Nesta quinta-feira, o Trentino volta à quadra diante do adversário, em teoria, mais fraco do grupo, o Esperance (TUN), mas os jogadores ainda ressaltam a necessidade de se preparar para a decisão. Como Al-Rayyan-CAT e UPCN-ARG jogam primeiro, os italianos já entrarão em quadra cientes de que ainda têm chances ou não de classificação.

“Precisamos dormir, relaxar a cabeça e pensar na partida de amanhã. Treinar, porque será um jogo difícil, e assistir aos vídeos do outro time”, explicou Lanza.

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