Manifestação termina em conflito com a PM na ocupação Willian Rosa

Dois militares e seis ocupantes ficaram feridos durante a confusão na avenida Severino Ballesteros Rodrigues

iG Minas Gerais | FERNANDO ALMEIDA / CAMILA KIFER |

Manifestação de ocupantes da ocupação Willian Rosa, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, é marcada por conflito com a polícia na noite desta quarta-feira (7). Manifestantes protestam pelas mortes de duas crianças com meningite. Segundo eles, uma teria morrido nessa terça e outra em outubro do ano passado, após contraírem a doença.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM), dois policiais foram atingidos por pedras. Um deles precisou ser socorrido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região. O outro dispensou socorro médico. Ainda segundo a corporação, após a agressão, militares recuaram e fizeram observando.  

Moradores da ocupação contestam a versão. De acordo com eles uma reunião estava acontecendo na avenida Severino Ballesteros Rodrigues, próximo ao Ceasa, para alertar os moradores para o perigo de contração de doenças perigosas, quando a polícia "invadiu" e começou a agressão. Após a invasão, os ocupantes teriam feito três barreiras com fogo nos pneus.

Na versão da polícia, militares faziam patrulhamento de rotina na avenida, quando perceberam que ela estava interditada. Ao se aproximarem, foram atacados por pedras. 

Ramom Damasceno, ocupante, de 21 anos, afirmou que a polícia agressão partiu da PM que feriu pessoas. “A PM "invadiu" a reunião com truculência e foi aí que começou a guerra. Tem seis feridos de balas de borracha”, declarou

A ocupante Dayse Antônia França, afirma  ter sido ferida durante a confusão. "A polícia sabe que a gente fecha a rua. São muitos moradores e por isso a gente faz a reunião na rua. Aí chegaram uns militares do Gepar e aí aconteceu. Eu mesmo fui ferida. E em novembro do ano passado a polícia fez um ataque aqui e feriu mais de 100 pessoas. A polícia tenta matar as pessoas aqui de dentro. Aqui não tem marginal não, aqui só tem trabalhador. O dever da polícia é nos proteger e não nos matar", denunciou.

A corporação que estava na ocupação informou que não houve conflito e que os 80 militares que estavam na ocupação aguardam a chegada de outros 80 policiais. 

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