CBV anuncia o fim da adoção dos sets de 21 pontos

Teste feito na última temporada acabou não agradando os clubes de vôlei e a entidade concluiu mudança não 'contribuiu para o desenvolvimento da modalidade'

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Incerteza. 
O Vivo-Minas foi um dos times que sofreu alteração no cronograma
DENILTON DIAS / O TEMPO
Incerteza. O Vivo-Minas foi um dos times que sofreu alteração no cronograma

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) confirmou o fim da adoção do set de 21 pontos. Segundo a entidade, a mudança testada na última temporada foi amplamente rejeitada pelos clubes.

Segundo a entidade, a modificação ocorreu a pedido da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), presidida pelo brasileiro Ary Graça. A diminuição de pontos daria mais agilidade ao esporte e reduziria o tempo de jogo, atendendo a um desejo das emissoras que transmitem os jogos, que não precisariam mexer em suas grades de programação.

"A adoção da nova regra cumpriu seu papel. Os jogos ficaram mais rápidos, porém isso exigiu uma adaptação na maneira de os clubes administrarem suas equipes e no estilo de jogo das atletas. A percepção é de que este benefício não compensa para o desenvolvimento da modalidade", explicou Renato D'Avila, diretor de competições em quadra.

Em levantamento realizado pela CBV, a duração das partidas diminuiu, especialmente no masculino. Em média, os jogos dos homens, que durava 2h06, caiu para 1h43. A redução no feminino foi menos significativa: de 1h51 para 1h40. Após a Superliga, 15 dos 26 clubes responderam uma pesquisa sobre a mudança, e foi unânime a rejeição ao set mais curto.

A principal reclamação é de que as chances de recuperação dos times, dentro de uma parcial, ficou reduzida. O tempo menor também tirou a oportunidade de mais jogadores entrarem em quadra. Para 93% dos respondentes, a regra não melhorou o ritmo da partida. E 73% afirmaram que o jogo não se tornou mais dinâmico.

A medida foi muito criticada desde o início da sua adoção, à revelia de técnicos e jogadores. José Roberto Guimarães, que comandou o Vôlei Amil na última temporada e agora está concentrado com a seleção feminina, foi um dos que mais se opôs à nova regra. "Mudou a estratégia do jogo, o número de erros, a situação de risco que se pode correr. Acho que engessou estrategicamente a partida, porque em qualquer descuido, se pode perder. Parece que o erro vale o dobro."

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