Hemominas faz planejamento para garantir 'sangue' durante a Copa

Com o grande número de turistas na capital, a chance de acidentes e tragédias fica maior e, por isso, é preciso intensificar estoque em 20%

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Plano Relógio foi apresentado na tarde desta quarta-feira (7) durante coletiva de imprensa
ADAIR GOMEZ/ HEMOMINAS
Plano Relógio foi apresentado na tarde desta quarta-feira (7) durante coletiva de imprensa

Visando garantir estoque suficiente de hemocomponentes em Minas Gerais durante a realização da Copa do Mundo de 2014, a Fundação Hemominas anunciou na tarde desta quarta-feira (7) o chamado Plano Relógio, que é uma estratégia que visa a ampliação da coleta voluntária de sangue em todo o Estado, que acontecerá entre os dias 19 de maio e 8 de agosto deste ano. 

O diretor Técnico Científico da Fundação Hemominas, Fernando Basques, explicou que a estratégia é uma preparação para eventuais catástrofes que possam aumentar a demanda de bolsas de sange. "O objetivo é garantir a suficiência do estoque na Hemorrede de Minas Gerais e, em especial, em Belo Horizonte”, disse.

As estratégias da Hemominas estão alinhadas com as definidas pela Coordenadoria Especial da Copa do Mundo da Secretaria de Estado de Turismo e Esportes, que atua em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). “Estamos atuando juntos na promoção de cursos e simpósios que envolvem os serviços ligados à assistência e proteção da população. O objetivo é unificar a linguagem dessas áreas, tais como hospitais públicos de urgência e emergência, resgates e outros", explicouo coronel Wilson Chagas Cardoso, da Coordenadoria Especial da Copa da Secretaria de Estado de Turismo e Esportes. 

No Estado, especialmente na capital, são realizados procedimentos clínicos de alta complexidade, o que leva os hospitais a consumirem, em média, seis mil bolsas de sangue por mês. A meta do Plano é aumentar o estoque em 20% (que equivale a 1.200 doadores a mais), devido à presença de um maior número de turistas antes dos jogos.

“O grande número de turistas na capital e nas cidades próximas e o incremento no trânsito local e nas estradas mineiras podem aumentar as chances de acidentes automobilísticos e outros sinistros. Como muitos dos doadores estarão envolvidos em assistir aos jogos, pode haver redução do número de doações. É isso que pretendemos evitar. Poderemos contar, também, com a doação de sangue voluntária do turista estrangeiro”, afirmou o diretor Técnico Científico da Hemominas, Fernando Basques.

O Plano

A estratégia do Plano Relógio divide as unidades da Fundação Hemominas em grupos com metas estabelecidas por períodos para o envio de bolsas ao Hemocentro de Belo Horizonte. Como num relógio, cada grupo assume o compromisso do envio das bolsas de sangue nos períodos determinados.

O desenvolvimento dessa estratégia será monitorado e acompanhado pelo Gabinete de Crise da Diretoria Técnico-Científica da Fundação Hemominas, dentro do Plano de Contingências do Estado de Minas Gerais, que identifica o risco de aumento da demanda de hemocomponentes durante a Copa do Mundo de 2014.

“Essa estratégia foi testada, com sucesso, durante a Copa das Confederações, no ano passado. As coletas de sangue intensificadas regionalmente, e por período determinado, permitem que toda a população doadora voluntária participe, sem esgotar a capacidade de oferta de hemocomponentes por doações de cidadãos de um só município. Esse ciclo é necessário visto que o sangue é perecível. Plaquetas são válidas para transfusão até cinco dias após a coleta do sangue, e as hemácias (parte vermelha do sangue) tem validade de até 42 dias após a coleta”, explicou Basques. 

Sobre a doação

A doação de sangue é voluntária mas, para ser efetivada, depende da manutenção da saúde do doador: homens podem doar até quatro vezes ao ano, com intervalos de 60 dias; mulheres podem doar até três vezes ao ano, com intervalo de 90 dias entre as doações. Pessoas com mais de 60 anos, somente poderão doar caso já tenham realizado uma doação antes dos 60 anos, independente do sexo, e devem respeitar o intervalo mínimo de seis meses entre as doações.

Outras condições que também poderão impedir a doação serão avaliadas na triagem antes da doação. Mas não vale desistir. Quem não pode doar, de imediato, pode voltar em outra oportunidade. 

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