Com vaga inédita, Rapha espera retribuir carinho ao Al-Rayyan

Levantador brasileiro revela surgimento de amizade com clube do Catar quando ainda atuava pelo Trentino, da Itália

iG Minas Gerais | GABRIELA PEDROSO |

Apenas uma semana. Mesmo com o curto período de contrato, sete dias, o levantador brasileiro Rapha espera retribuir ao Al-Rayyan o tratamento e a amizade construída junta ao clube com um lugar no pódio neste Mundial. Segundo o jogador, a medalha seria uma forma de agradecer aos catarianos o carinho recebido nas quatro edições do torneio disputadas em Doha, entre 2009 e 2012, quando viveu um dos melhores momentos na carreira. Com a vitória do Trentino por 3 sets a 2 sobre o UPCN, nesta quarta-feira, o jogador já deu o primeiro passo. O Al-Rayyan está matematicamente classificado com os seis pontos já obtidos. Rapha não esconde o orgulho e a satisfação em ver o time do Catar em sua primeira semifinal na história da competição. "É muito gratificante, muito mesmo. A gente (Rapha e o ponteiro Kaziyski) jogamos quatro Mundiais em Doha, e nesses torneios, a gente sempre ia uma semana antes para se habituar com o tempo, os horários. Então, fazíamos muitos treinos contra o Al-Rayyan. Nisso, a gente criou uma amizade muito grande e o carinho que eles tem por nós, tudo isso. Então, por isso, fico muito feliz de poder participar. Não é à toa que vim para cá", destacou o levantador. Foi no país do Oriente Médio, que Rapha alcançou o ponto máximo na carreira. Vestindo as cores do Trentino (ITA), o brasileiro disputou quatro Mundiais em Doha e venceu todos eles. O levantador conta que, na época das competições, costumava fazer treinamentos junto ao Al-Rayyan, o que acabou aproximando os jogadores de ambas as equipes. O resultado disso foi o surgimento de uma bela amizade. "Temos essa ligação nossa, da época do Trentino, com eles. E quando eles me convidaram para vir, para mim foi uma coisa nova, com um objetivo bacana; de repente, estava ao lado de jogadores que eu joguei contra e nunca tive a oportunidade de jogar junto antes. Não há coisa melhor. É uma retribuição poder ajudar um time que foi muito bacana quando eu estava em outra equipe", completou. Nesta quinta-feira, o Al-Rayyan enfrenta o UPCN, às 14h, no último duelo pelo grupo B, no qual terá em jogo o primeiro lugar na chave.

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