Conforto, consumo e CVT são pontos fortes no Altima

Sedã médio-grande da Nissan tem bons atributos, cativa no dia a a dia e se qualifica como boa opção na categoria

iG Minas Gerais | Felipe Boutros |

Desenho é mais conservador, bem dentro do mundo racional dos japoneses, dá personalidade ao sedã e confere um aspecto moderno
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Desenho é mais conservador, bem dentro do mundo racional dos japoneses, dá personalidade ao sedã e confere um aspecto moderno

Quando o Nissan Altima chegou para ser avaliado, de cara, não empolgou. O desenho do sedã médio-grande segue, basicamente, as mesmas linhas do médio Sentra. Os dois estão longe de serem chamados de “feios”, mas são bem pragmáticos... Têm classe. Outro ponto que não prometia despertar grandes paixões era a transmissão continuamente variável (CVT). Mas quem diria que, ao fim de uma semana, o CVT foi justamente o que mais cativou no convívio com o sedã japonês.

No Sentra, a transmissão continuamente variável trabalha com o motor 2.5, de quatro cilindros. Ele desenvolve 182 cv a 6.000 rpm e torque de 24,9 kgfm a 4.000 rotações. Esse conjunto tem três virtudes que merecem ser destacadas: suavidade de funcionamento – e, consequentemente, silêncio a bordo –, força para garantir um bom desempenho ao sedã e, uma surpresa, o baixo consumo. De acordo con o Inmetro, o Sentra, com motor somente a gasolina, atingiu médias de 10,1 km/l na cidade e 13,1 km/h em trajeto rodoviário. Esses números garantiram nota “A” em relação à categoria e “B” no geral. No computador de bordo, nossas médias foram um pouco piores, mas ainda assim boas para o porte do carro: 8,7 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada.

Para segurar o Altima nas curvas, a suspensão é independente nas quatro rodas, com conjuntos McPherson na frente e Multilink na traseira. Isso garante um bom comportamento dinâmico ao sedã de dimensões generosas, sem prejudicar o conforto a bordo, com notável absorção das irregularidades da pista.

Espaço

O Nissan Sentra também cativa pelo conforto oferecido aos ocupantes. Os bancos – que ostentam tecnologia semelhante à da Nasa, com espumas de densidades diferentes – são muito confortáveis. Atrás, os ocupantes também têm espaço de sobra. Quatro pessoas viajam à vontade e a adição de um quinto elemento não prejudica tanto o conforto alheio.

O acabamento, no geral, é muito bom, com o uso de materiais emborrachados no painel e couro no revestimento. Ponto fraco é o volante: o acabamento plástico poderia ser melhor, e os botões de comandos do sistema multimídia e computador de bordo são confusos.

O porta-malas leva somente 436 l – volume apenas razoável para um sedã desse porte. E ainda há dobradiças do tipo “pescoço de ganso” na tampa do compartimento, o que rouba algum espaço.

Já foi mais atrativo

O Nissan Altima traz alguns equipamentos de série que são normalmente encontrados apenas em carros de segmentos superiores. Caso do monitoramento de mudança de faixa, de ponto cego e sensor de objetos em movimento próximos ao veículo. A lista se completa com outros dispositivos que são “padrão” em carros que custam mais de R$ 100 mil. A tela, de sete polegadas e sensível ao toque, traz GPS, Bluetooth e entrada USB. Mas a Nissan também deixou itens “básicos” de fora, como sensor de chuva e de estacionamento – pelo menos conta com câmara de ré.

Quando foi lançado, com preço abaixo dos R$ 100 mil, o Altima se colocava como um concorrente de peso do Ford Fusion. Agora, tabelado em R$ 112,9 mil, o sedã médio-grande da Nissan já não é tão atrativo em relação ao líder do segmento. O modelo da Ford, quando equipado com o propulsor 2.5 flex de 167 cv/175 cv (gasolina/etanol) tem preço a partir de R$ 97.990. Ainda é mais barato na versão Titanium Ecoboost, com motor 2.0 turbo de 240 cv, com valor inicial de R$ 105.990 – com teto solar, de série no Altima, ele custa R$ 109.990. Mas não é exagero dizer que, apesar de serem da mesma categoria, os concorrentes tem pegadas diferentes: o da Nissan preza pelo conforto, enquanto o da Ford tem um toque mais esportivo.

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