Dilma Rousseff quer Copa sem'importação' de torcedores violentos

Presidente da república declarou, em jantar com 10 jornalistas, que torcedores violentos terão vinda para o Brasil, durante a Copa, dificultada

iG Minas Gerais | agência estado |

Dilma se irrita com protesto em evento em Tocantins
AP Photo/Eraldo Peres
Dilma se irrita com protesto em evento em Tocantins

A presidente Dilma Rousseff anunciou que o Brasil fez acordo com países que já enfrentaram problemas com torcidas em estádios, para evitar que o país importe, durante a Copa do Mundo, torcedores violentos que venham tumultuar os jogos por aqui. "Fizemos acordos por meio da Fifa. O objetivo é impedir que eles venham para cá e, depois, se por acaso vierem, que não entrem nos estádios", declarou a presidente, em jantar com dez jornalistas, na noite de terça-feira, no Palácio da Alvorada. Demonstrando muita preocupação com a segurança durante a Copa, a presidente Dilma disse que "fazer manifestação pacífica é legítimo". Mas advertiu: "só que não vamos permitir que estas manifestações tenham qualquer interferência sobre a Copa do Mundo, sobre as delegações estrangeiras, os chefes de Estado e Governo e nem sobre os torcedores". E emendou: "vamos garantir isso (a segurança)". Sobre a possibilidade de a Polícia Federal promover paralisações ou manifestações durante os jogos, em função de reivindicações salariais, a presidente Dilma disse que nunca tinha ouvido falar nisso e foi taxativa: "não acredito que isso possa acontecer". "Não acredito que eles queiram ficar fora deste trabalho de fazer proteção junto com o Exército", prosseguiu a presidente Dilma. Para ela, se isso acontecer, a PF "perderá condições de participação em grandes eventos". Dilma lembrou que a PF se comportou "muito bem" na Rio+20 e sempre executa seu trabalho da melhor forma possível. Racismo. A presidente Dilma informou que como esta será a Copa da paz e da luta contra o racismo, como ela vem seguidamente declarando, está sendo negociada a realização de uma manifestação antirracista no início de cada jogo da Copa. "O acerto é que ia ter sempre uma fala", comentou a presidente. "Esta manifestação clara contra o racismo, vinda na hora da copa tem uma repercussão muito grande pelo mundo todo e tem o objetivo de coibir esta prática", acrescentou. Dilma elogiou ainda a atitude do lateral-direito Daniel Alves que reagiu a uma atitude racista de um torcedor do Villarreal, em partida válida pelo Campeonato Espanhol, comendo a banana que havia sido arremessada no campo. "Ele respondeu à altura", disse ela, citando ainda o gesto de Neymar, que tirou foto com seu filho, apoiando Daniel Alves.

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