Parceiro de Leal reencontra amigo no Mundial de clubes

Central Simón, do Al-Rayyan, é conhecido de longa data do jogador cruzeirense

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Uma das grandes estrelas do Mundial de clubes, que acontece no Mineirinho, é velho conhecido de um dos jogadores do Sada Cruzeiro, anfitrião da competição. O central cubano Simón, que defende o Al-Rayyan, é amigo de longa data do ponta Leal, do time celeste. As duas equipes podem se encontrar na semifinal em um duelo não muito comum para ambos.

“Somos muito amigos, há vários anos. Sempre nos falamos, onde que que estejamos jogando. Nesta última temporada, eu estava na Itália e ele no Brasil, mas isso não impediu que mantivéssemos contato constante. Ele é um grande amigo mesmo”, comenta o central, que viu o parceiro de seleção cubana crescer muito na Superliga masculina.

“A maturidade que ele conseguiu foi muito importante. Era inevitável que isso acontecesse com ele, um jogador de alto nível, em um campeonato de nível tão bom como acontece aqui no Brasil.Ele ganhou muita experiência e hoje é um dos melhores do mundo em sua posição”, elogia o meio-de-rede.

Antes do começo da última temporada, Simón foi sondado pelo Sada Cruzeiro, mas o contato acabou não evoluindo. “Chegamos a conversar e seria um prazer jogar por aqui. A presença do Leal certamente me motivaria para fazer parte do elenco. Outro fator importante seria o fato do Sada Cruzeiro disputar títulos constantemente. Mas, no final, acabei indo para a Itália”, relata o jogador, que até pouco tempo defendia o Piacenza. Simón foi contratado pelo Al-Rayyan somente para o Mundial de clubes.

Sobre a contusão de Leal, Simón acredita que ele estará pronto para ajudar o Sada na parte mais importante da competição “Conversei com ele, que está se sentindo bem melhor. Ele poderá atuar nesta terça-feira, mas também pode ser que entre somente em momentos mais decisivos”, destaca.

Assim como Leal, Simón não reúne muitas esperanças de voltar a vestir a camisa da seleção de seu país. Regras da federação local impedem que os jogadores defendam o time após jogar fora da ilha. “Acredito que será muito difícil. A federação não ajuda e as regras dificultam”, resume.

Mesmo com pouco tempo de treino ao lado dos companheiros, Simón não demorou para se destacar. A bola de segurança do levantador brasileiro Rapha costuma ser com o central, pelo meio de rede. “Não tivemos muito tempo para o entrosamento ideal. Isso atrapalha. Mas, aos poucos, isso melhora. O bom nível dos atletas da equipe ajuda muito para irmos melhorando”, destaca.  

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