Abordagem a criminosos em hotéis será ‘discreta’

Estabelecimentos têm até dia 18 para se cadastrar junto à Polícia Federal e à Interpol

iG Minas Gerais | Jáder Rezende |

Pedrosa defendeu penas pesadas para quem descumprir acordo
Sindhorb/divulgação
Pedrosa defendeu penas pesadas para quem descumprir acordo

O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da BH e Região Metropolitana (Sindhorb), Paulo Cesar Pedrosa, defendeu ontem “penas pesadas”, incluindo a cassação de alvarás dos hotéis que não aderirem ao processo de transmissão imediata de dados de hóspedes durante a Copa do Mundo para a Polícia Federal e a Interpol.

A orientação, segundo ele, foi acatada por 25% dos cerca de 200 hotéis da capital. O prazo de adesão ao processo terminaria no próximo dia 18, mas pode ser estendido até o dia 20, segundo Pedrosa. A medida, diz ele, será fundamental para combater crimes como pedofilia, sequestro de menores e tráfico de drogas.

Além da cessão do cadastro dos hóspedes à polícia, a ordem ao setor hoteleiro é fazer com que todos os funcionários participem da fiscalização. “A ordem é manter todos os funcionários atentos a qualquer movimentação suspeita”, disse.

Pedrosa informou ainda que ficou definido com a PF que as abordagens a criminosos que eventualmente forem flagrados no período do Mundial serão feitas da forma mais discreta possível, para que a sensação de insegurança não tome conta dos visitantes e não comprometa o trabalho da rede hoteleira. “Em geral, os criminosos procuram os melhores hotéis”, disse.

O sistema, segundo ele, é inédito no país e não foi adotado na Copa das Confederações no ano passado. A transmissão de dados de hóspedes em tempo real para a PF e Interpol começa no dia 19 deste mês.

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