Um a cada quatro homens diz esconder dinheiro da mulher

Mulheres seriam mais propensas a esconder dados bancários para justificar uma compra

iG Minas Gerais | Da redação |

Quando se trata das finanças, homens e mulheres não são perfeitamente transparentes. Uma pesquisa do banco suíço UBS mostra que 24% dos homens mentem ou escondem informações sobre o seu dinheiro. Entre as mulheres, o índice é ainda maior: ele chega a 32%. Entre as mulheres ainda há maior probabilidade de terem mentido sobre a situação financeira para fazer alguma compra.  

De acordo com a pesquisa, mulheres preferem poupar o dinheiro e pagar dívidas, enquanto homens arriscam mais em investimentos com uma alta taxa de retorno. As mulheres preferem um investimento com retorno mais baixo, porém, mais garantido.

Quando perguntados como se comportam em relação a dez decisões financeiras, como despesas do dia a dia, pagamento de contas, grandes compras, investimento, planejamento de longo prazo, seguros, planejamento imobiliário, financiamento da faculdade e doações para caridade, as mulheres estão mais envolvidas com temas como a poupança da faculdade, o planejamento para compra da casa própria e doações de caridade.

A pesquisa mostrou também que mulheres que são a provedora primária da casa lidam com dinheiro de forma mais parecida com homens que são o provedor primário do que com outras mulheres. Somente 16% dos entrevistados contavam com a mulher à frente da casa – e elas priorizam investimentos, não poupança.

Segundo o estudo, nem homens nem mulheres gosta de ser o provedor único de um lar. Apesar disso, as mulheres apresentaram um índice de insatisfação maior em estar sozinhas no papel de manter a casa. O estudo apontou que é possível que o sentimento esteja ligado ao fato de que elas ainda são responsáveis pelas tarefas tradicionalmente femininas em casa.

Decisão conjunta. A grande maioria dos casais disse, inicialmente, que toma suas decisões em conjunto, mas, na realidade, somente 28% dos casais realmente divide a responsabilidade das decisões financeiras da casa. O estudo apontou, inclusive, que o pagamento de contas é a área em que casais menos dividem responsabilidade.

Os casais homossexuais não lidam com dinheiro da mesma forma que os heterossexuais. Eles são mais propensos a separar seus investimentos devido a divergências em relação ao risco. Além disso, são mais otimistas em relação às finanças, assim como em relação à capacidade de atingir metas financeiras.

De uma forma geral, os casais homossexuais estão mais envolvidos com investimento e toleram um pouco mais de risco em seus investimentos. Pelo menos 3% dos entrevistados são gays.

Dados

Finanças da casa. A pesquisa feita nos Estados Unidos entrevistou 2.596 pessoas entre março e abril deste ano. As informações são do jornal “O Globo”.

Dinheiro é principal fator para briga entre casais, diz estudo O dinheiro seria o principal motivador de conflitos – e separações – entre os casais, segundo estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, divulgado em 2012. A pesquisadora Terri Orbuch acompanhou 373 casais durante o seu primeiro ano de casamento e que tinham entre 25 e 37 anos, coletando informações ao longo de 25 anos. Durante esse tempo, 49% dos entrevistados divorciados disseram que brigaram muito com seus parceiros por causa de perfis econômicos diferentes e de mentiras sobre os gastos. Outro motivo apontado para as brigas era a tendência que os que ganham mais tinham de controlar o outro. Seis em cada dez dos divorciados que começaram uma nova relação preferiram não juntar as finanças.

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