Globalbev quer ter a liderança mundial na produção de açaí

Com a fabricação e distribuição de bebidas e snacks, empresa mineira investe em duas plantas no país

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Persistência. O CEO da Globalbev, Bernardo Fernandes, 39, demorou oito anos para faturar R$ 50 milhões e achar caminhos de crescimento maior
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Persistência. O CEO da Globalbev, Bernardo Fernandes, 39, demorou oito anos para faturar R$ 50 milhões e achar caminhos de crescimento maior

A curva de crescimento da Globalbev, empresa mineira focada na produção e distribuição de bebidas e snacks, não para de ascender. Desde 2000, quando foi fundada, até nesta quarta, ela faturou R$ 1,6 bilhão. “É difícil contar como foi esse caminho, parece que funcionou tudo bem, mas hoje não daria para falar quantos problemas nós tivemos para poder desenvolver esse projeto”, contou o CEO da companhia, Bernardo Fernandes, ao falar para um público de jovens empresários durante evento da ACMinas Jovem, em Belo Horizonte.  

Agora, Fernandes aposta na produção de açaí. A fábrica é a Globalfruit em Marituba, no Pará, e faz 4 milhões de quilos de polpa de açaí por ano. Nos pontos de venda, você pode encontrá-lo sob o nome de Amazoo Açaí. “Podemos ser líderes mundiais de açaí, porque só tem isso na região da Amazônia. O mundo do açaí está em evidência”, afirmou o empresário.

A ideia de Fernandes era ser estratégico na produção, criando o primeiro açaí pronto para consumo Tetra Pak no Brasil. “Nós tivemos a oportunidade de criar a categoria de bebida de açaí”, disse.

Outro foco da Globalbev, com sede em Belo Horizonte, é na fábrica Globalfruit, de sucos, em Visconde do Rio Branco (MG). Ela tem 17 mil m² de área construída.

Se no primeiro ano de vida, há 14 anos, a Globalbev faturou R$ 1,5 milhão, em 2013 foram R$ 370 milhões, e a expectativa é a de chegar a R$ 480 milhões neste ano. Mas Fernandes quer mais e espera alcançar a receita de R$ 1 bilhão e 200 mil pontos de venda até 2017. “É ser a melhor e mais rentável empresa nacional de bebidas e snacks, detentora de grandes marcas e da mais eficiente rede de distribuição independente do Brasil”, afirmou o executivo. Ele projeta ser o melhor distribuidor de marcas internacionais do Brasil.

No momento, Fernandes está animado com a assinatura de um contrato para começar neste ano com a distribuição da Super Bock e a Carlsberg. “A Super Bock é a maior cervejaria de Portugal e a Carlsberg é a quarta maior cervejaria do mundo, que já esteve no Brasil, e nós vamos trazer de volta”, informou.

Antes da Globalbev, Fernandes tinha um negócio de matéria-prima para sorvete e teve a visão de fazer o primeiro energético do Brasil. “Nós começamos a operar em janeiro de 2000, e de janeiro até abril, foi um período de “peito e raça”, tudo o que podia dar errado dava errado nesse período”, lembrou. Mas isso agora é passado.

Distribuição

Gestão. As vendas da Globalbev são 50% direto para supermercados do Brasil, e os outros 50% são distribuídos em atacado para chegar no varejo, em lojas de conveniência e padarias.

O negócio

Globalbev:

-É proprietária do isotônico Marathon e dos energéticos Flying Horse e Extra Power, e, em 2011, entrou no segmento de sucos, com as marcas Fast Fruit e Amazoo Açaí. -Importador exclusivo da batata Pringles no Brasil, distribui a castanha Iracema e representa a cerveja portuguesa Super Bock e trará a cerveja Carlsberg.

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