Campos critica, mas vai manter

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Marina propõe pacto com FH e Lula pela governabilidade e reformas
ROBSON FERNANDJES
Marina propõe pacto com FH e Lula pela governabilidade e reformas

São Paulo. Em palestra para médicos e professores, o pré-candidato do PSB à sucessão presidencial, Eduardo Campos, criticou ontem o programa Mais Médicos, do governo federal, e disse que a iniciativa, que parece vitoriosa em um primeiro momento, será “fortemente derrotada”.  

O socialista reconheceu a necessidade da oferta de serviços de atenção básica de saúde em municípios onde há ausência de profissionais, mas considerou que faltam infraestrutura e investimentos para dar prosseguimento a atendimentos de média complexidade.

“O governo está criando um processo que no primeiro momento parece vitorioso, mas, no segundo momento, será fortemente derrotado”, completou.

Apesar das críticas ao programa federal, uma das vitrines eleitorais da presidente Dilma Rousseff, o pré-candidato disse que não pretende acabar com a iniciativa caso seja eleito. Segundo ele, não se pode “retirar médicos de comunidades que não têm outras alternativas”.

Eduardo Campos defendeu, no entanto, que os contratos com os médicos cubanos sejam revistos, para que os profissionais recebam salários semelhantes aos dos demais estrangeiros contratados pelo Planalto.

O socialista também propôs “sistema único de saúde padrão inglês, que foi onde nós nos inspiramos para fazer o SUS”. O pré-candidato ressaltou a necessidade de enxugar a máquina pública para investir nos setores essenciais. “Hoje gastamos mais com seguro-desemprego do que com o SUS. Tem escolha, mas temos de quebrar os ovos para fazer a omelete”, disse

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