Oposição entra com ação no MPF

iG Minas Gerais |

Brasília. A oposição ingressou na Procuradoria da República no Distrito Federal ontem com um pedido de abertura de inquérito para apurar se a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, cometeram improbidade administrativa no pronunciamento da petista, em cadeia nacional de rádio e televisão, pelo Dia do Trabalho.  

Segundo a representação do PSDB e do DEM, Dilma usou a máquina pública para promover sua campanha à reeleição, anunciando medidas e atacando adversários.

A fala da presidente foi transmitida há uma semana, dia 30, véspera do feriado, e anunciou um “pacote de bondades” – como o aumento de 10% no valor do Bolsa Família, a correção na tabela do Imposto de Renda na Fonte de 4,5% em 2015, além da promessa de manter a política de valorização real do salário mínimo a partir de 2016.

Os oposicionistas afirmam que a presidente tem transformado pronunciamentos eleitorais em propaganda eleitoral, em instrumento para promoção pessoal.

“Todo o discurso da presidente Dilma Rousseff foi tomado na primeira pessoa, ora no singular, ora no plural, de forma que a União, governo Federal, não existem no texto, apenas a pessoa de Dilma Rousseff e seu grupo político”, diz o texto da representação. PSDB e DEM afirmam que Dilma “ultrapassou os limites” da Constituição.

Essa é a terceira medida que a oposição toma contra o pronunciamento de Dilma. Anteontem, entrou com duas ações no Tribunal Superior Eleitoral pedindo que Dilma seja multada por propaganda eleitoral antecipada. Os oposicionistas pedem multa entre R$ 5 mil e R$ 25 mil.

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