Palpites, apenas palpites

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Palpito, com grande chance de errar, que Victor será o terceiro goleiro, Henrique, o quarto zagueiro (Dedé e Miranda são melhores), que Fernandinho será o reserva de Paulinho, e Lucas Leiva, o reserva de Luís Gustavo. Sobraria Hernanes. Todos já conhecem o time titular. Os outros reservas seriam Jefferson, Maicon (não ficarei tão surpreso se for Rafinha), Dante, Maxwell, Ramires, Willian, Bernard e Jô, por não ter outro. Faltam pontas. Na fácil vitória sobre o Botafogo, na primeira rodada do Brasileiro, todos elogiaram o quarteto ofensivo do São Paulo, formado por Luis Fabiano, Pato, Ganso e Boschilia. Mas já era evidente que os quatro estavam muito embolados pelo centro. Isso ficou mais claro nas partidas seguintes. No último jogo, Muricy barrou Ganso e Boschilia e escalou dois pontas, Osvaldo e Pabón. Também não funcionou. Faltou um meia, como bem disse Ganso. Muricy terá que resolver esse problema. As grandes equipes que jogam com dois atacantes e dois meias, como o Manchester City, possuem meias habilidosos pelos lados, que marcam os laterais e se armam as jogadas em todas as partes do ataque. Ganso não aprendeu a jogar dessa forma. Quer a bola no pé e atua em um pequeno espaço. O futebol mudou. Esse meia clássico não mais existe. As equipes brasileiras querem jogar com meias pelos lados, mas não há formação desse jogador no Brasil. Éverton Ribeiro é uma das poucas exceções. A seleção não tem esse problema. Os meias aprenderam e/ou desenvolveram, na Europa, a atuar pelos lados, marcando e atacando. O Fluminense vive algo parecido. Na semana passada, elogiei Cristóvão Borges por escalar Wagner pela esquerda, fazendo dupla com o lateral Carlinhos. Na derrota para o Vitória, Wagner atuou, quase toda a partida, pelo centro, embolado com Conca. Ele passou toda a carreira tentando ser o camisa 10, o craque do time, sem ter talento para isso. Seria um bom ponta esquerda, pois é veloz, cruza e finaliza. Lembra da seleção de 1982, quando havia um personagem, criado por Jô Soares, que pedia a Telê para escalar pontas? Continuam faltando pontas. Jogar para vencer. O Cruzeiro, nas duas vitórias decisivas, fora de casa, pela Libertadores, contra o Cerro Porteño, do Paraguai, e contra a Universidad de Chile, precisava da vitória e foi buscá-la. Se o empate fosse suficiente, provavelmente administraria, cozinharia o jogo e acabaria perdendo no fim, como contra o Flamengo, no Maracanã, pela Copa do Brasil do ano passado. Hoje, o Cruzeiro enfrenta o San Lorenzo, na Argentina. É o único time brasileiro na Libertadores, o que é mais uma demonstração de uma crônica e longa pobreza técnica do futebol que se joga no Brasil. O empate é bom, mas o Cruzeiro deveria jogar como se precisasse da vitória. Teria menos chance de perder.

Duras críticas Levir Culpi foi duro nas críticas aos jogadores e na falta de concentração, dedicação e objetivo da equipe. Não acho que esse seja o problema principal do time. As chances do Atlético eram as mesmas do Nacional de Medellín. Não houve surpresa. No ano passado, várias vezes, o Atlético seguiu em frente por causa de detalhes. No Mundial de Clubes, quando era óbvio o objetivo, jogou no mesmo nível das equipes do Marrocos e da China. Derrotas, como para o Goiás, vão acontecer, com todas as grandes equipes no Brasileirão. O que o time precisa hoje é de humildade, de reconhecer suas deficiências, limitações e de lutar para melhorar. Além disso, o objetivo mais difícil de um time é ser bicampeão, em qualquer competição, em todo o mundo.

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