Caçamba terá furos para eliminar água em Piracicaba

Câmara aprovou ontem a lei complementar que prevê a norma de combate à dengue; segundo a Saúde, há 151 casos confirmados da doença na cidade

iG Minas Gerais | Da redação |

Medida visa evitar o acúmulo de água
leo fontes
Medida visa evitar o acúmulo de água

A Câmara de Piracicaba (SP) aprovou, ontem (5), norma que obriga que as caçambas que armazenam entulho tenham furos para evitar o acúmulo de água e, consequentemente, a proliferação do mosquito transmissor da dengue. Segundo a Secretaria da Saúde, há 151 casos confirmados da doença no município este ano.

A partir de agora, conforme a nova regra, as caçambas devem conter no mínimo três furos em cada lateral, na altura máxima de cinco centímetros a partir da base, e também no fundo da estrutura. Os furos, porém, não podem permitir o derrame de materiais sólidos sobre a via.

O projeto de lei complementar, de autoria do Executivo, alterou o Código de Posturas do Município, aprovado em 2006. A mudança, de acordo com a justificativa do texto, atende medidas previstas no Plano Municipal de Controle da Dengue (PMCD) e tem aplicação imediata.

"O escopo da propositura é evitar que as caçambas acumulem água parada e se transformem em criadouros do mosquito Aedes aegypti. É certo que, em inspeções realizadas por nossas secretarias junto às caçambas de entulho, logrou-se êxito em encontrar larvas do mosquito em seu interior em razão do acúmulo de água", escreveu o prefeito Gabriel Ferrato (PSDB) em mensagem encaminhada à Câmara.

"Tal medida tem como objetivo evitar a iminente proliferação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, evitar o agravamento da dengue em nossa cidade ou mesmo diminuir seus índices, de forma a preservar a saúde pública", continuou o prefeito na justificativa.

151 casos confirmados

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou que até domingo (4) haviam sido confirmados 151 casos de dengue e 881 notificações suspeitas. "A Vigilância Epidemiológica faz o balanço do número de casos semanalmente. Vale lembrar que os números de 2014 são provisórios, pois notificações de agravos demoram 60 dias para serem consolidadas", informou a assessoria da pasta.

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