Vizinho de Oscar Pistorius diz que ouviu pedidos de ajuda

Nhlengethwa, que morava ao lado de Pistorius, disse que sua esposa acordou depois de ouvir um tiro; ele acrescentou que ouviu um homem chorar

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Oscar Pistorius leaves the high court in Pretoria, South Africa, Wednesday, April 9, 2014. Pistorius is charged with murder for shooting dead his girlfriend, Reeva Steenkamp, on Valentines Day in 2013. (AP Photo/Themba Hadebe)
Associated Press
Oscar Pistorius leaves the high court in Pretoria, South Africa, Wednesday, April 9, 2014. Pistorius is charged with murder for shooting dead his girlfriend, Reeva Steenkamp, on Valentines Day in 2013. (AP Photo/Themba Hadebe)

Um homem que vive ao lado da casa onde Oscar Pistorius feriu fatalmente sua namorada depôs nesta terça-feira no julgamento do atleta paralímpico pelo assassinato de Reeva Steenkamp e disse ter ouvido um homem gritando por ajuda e que chamou a segurança do complexo habitacional para ajudar.

Michael Nhlengethwa foi a testemunha convocada pela equipe de defesa do competidor olímpico, que assegura que ele matou Reeva por engano ao confundi-la com um intruso que teria entrada em sua casa em 14 de fevereiro de 2013. A promotoria diz que Pistorius matou intencionalmente a sua namorada após uma discussão acalorada. O atleta paraolímpico deu quatro tiros através da porta fechada do banheiro com sua pistola de calibre 9 milímetros, ferindo a modelo no quadril, no braço e na cabeça.

Nhlengethwa, que morava ao lado de Pistorius, disse que sua esposa acordou depois de ouvir um tiro e que ele não escutou os disparos. Ele acrescentou que, em seguida, ouviu um homem chorar e, depois, pedir ajuda aos gritos. Nhlengethwa afirmou que não conseguiu entender o que o homem estava dizendo, mas distinguiu as palavras "Não, por favor, não".

A janela do quarto do vizinho está a cerca de 25 metros da porta da varanda da residência de Pistorius, mais perto do que casas de vizinhos que foram chamados a prestar depoimento pela defesa, que argumentaram terem ouvido uma mulher gritar na madrugada do assassinato.

A defesa se esforçou para apresentar Nhlengethwa como uma testemunha confiável sobre o que aconteceu naquela noite por causa da sua proximidade da propriedade de Pistorius. Um vizinho que disse ter ouvido "gritos aterradores" naquela madrugada vive a cerca de 170 metros de distância da casa de Pistorius.

Nhlengethwa afirmou que chamou os vigilantes do complexo habitacional. A testemunha, que disse dirigir uma empresa de engenharia local, descreveu como Pistorius foi o primeiro vizinho que lhe deu as boas-vindas quando se mudou para o complexo no final de 2009.

"Era basicamente um vizinho amistoso", disse Nhlengethwa. Ele também acrescentou que conheceu Reeva no fim de semana antes da sua morte, e que se surpreendeu com a sua recepção calorosa. "Eu acho que nunca vou esquecer aquele momento", disse. "Ela simplesmente abriu os braços e me abraçou".

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