Acusado de jogar vaso sanitário em torcedor é levado para presídio

A informação policial, no início da noite de segunda-feira, era a de que ele pernoitaria na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e seria levado ao Cotel nesta terça-feira

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Éverton Felipe Santiago Santana, de 23 anos e integrante da torcida organizada Inferno Coral, do Santa Cruz, foi transferido na noite desta segunda-feira para o Centro de Triagem de Abreu e Lima (Cotel), presídio no Grande Recife. Ele confessou ter atirado o vaso sanitário que atingiu e matou o torcedor do Sport Paulo Ricardo Gomes da Silva, 26, na última sexta-feira, após o jogo Santa Cruz x Paraná, pela Série B. A informação policial, no início da noite de segunda-feira, era a de que ele pernoitaria na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e seria levado ao Cotel nesta terça-feira.

O advogado de Éverton, Adélson José da Silva, afirmou, por telefone, ter sido informado da antecipação da transferência pela delegada titular do DHPP, Gleide Ângelo. Ele reiterou que irá pedir oficialmente reforço na segurança do cliente, diante da possibilidade de ele ser vítima de agressão no presídio, mas assegurou que o Estado tem responsabilidade de cuidar da integridade do acusado. "Tenho certeza de que o Estado está tendo este cuidado", observou.

Conhecido como "Ronaldinho", Éverton foi preso na escola particular onde trabalha como auxiliar de serviços gerais no bairro de Ouro Preto, em Olinda, a partir de uma informação dada ao Disque Denúncia. Levado ao DHPP, no bairro do Cordeiro, no Recife, depôs e foi autuado em flagrante. Ele deve responder por homicídio qualificado.

Segundo o advogado, Éverton disse ter agido junto com outros dois rapazes - um torcedor de organizada do Santa Cruz, que já conhecia, e um outro que conheceu no local. Eles arrancaram duas bacias sanitárias do banheiro feminino e as arremessaram, da arquibancada, em direção à área externa do estádio. Silva disse que ele não soube explicar a motivação da agressão, que não teria sido premeditada. "Ele disse que aquilo veio na cabeça e agiu", disse. "Ele está arrependido e disposto a pagar pelo que fez". A polícia continua em busca dos outros dois envolvidos.