Se fôssemos iguais, estaríamos no mesmo partido, diz Aécio

iG Minas Gerais |

Decisão. Sem Lacerda na disputa pelo governo, o PSDB pode oferecer a suplência do Senado ao PSB
Decisão. Sem Lacerda na disputa pelo governo, o PSDB pode oferecer a suplência do Senado ao PSB

São Paulo. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) evitou polemizar as últimas declarações de seu colega da oposição à presidente Dilma Rousseff, o ex-governador Eduardo Campos (PSE-PE).São Paulo.  

Os dois são pré-candidatos de seus partidos ao Palácio do Planalto e estão atuando em conjunto contra a petista. Nos últimos dias, no entanto, Campos passou a pontuar publicamente suas diferenças em relação às propostas de Aécio Neves.

“Se fôssemos iguais, estaríamos no mesmo partido, defendendo a mesma candidatura”, disse Aécio na tarde de ontem após ser questionado sobre as últimas falas de Campos.

O pernambucano tem acentuado divergências com Aécio em diversas áreas, como reforma tributária, política de redução da inflação e mudanças nas normas para punição de menores infratores.

Segundo Aécio, ele e Campos têm “convergências”, por exemplo, no discurso contra o aparelhamento e a corrupção. “Nessas convergências, nós possivelmente nos encontraremos, mas é até bom que o debate ocorra. Da minha parte haverá sempre respeito a ele (Eduardo Campos) e, mais do que isso, um pensamento maior, que vai além de uma candidatura do PSDB ou do PSB”, afirmou o tucano mineiro.

Segundo ele, o norte das duas campanhas é “retirar o país das garras desse grupo político (o PT)”.

Aécio falou sobre o assunto após almoço com empresários do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), na capital paulista. Durante o evento, ele criticou o que chamou de processo de “desindustrialização” do país.

Aécio apareceu em segundo lugar na última pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Ele alcançou 21,6% das intenções de voto, frente a 17% no início deste ano. O ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), somou 11,8%, variação positiva de pouco menos de dois pontos porcentuais em relação a fevereiro, portanto, dentro da margem de erro do levantamento. Brancos e nulos chegaram em 20% e o porcentual dos que não souberam ou não responderam atingiu a 9,6%. Já a presidente Dilma, que lidera o levantamento, aparece com 37% da preferência do eleitorado, abaixo dos 43,7% obtidos em fevereiro.

O esforço de Aécio e Campos é no sentindo de garantir a realização do segundo turno. Depois dos resultados da última pesquisa, Aécio Neves falou, pela primeira vez, na possibilidade de o país ter um segundo turno entre a oposição - ele e Campos. Entretanto, nos bastidores, o PSB e o PSDB avaliam que um dos seus candidatos deverá estar na segunda fase da eleição contra Dilma.

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