Destaque para as diferenças

Ex-governador de Pernambuco adota tom ameno para falar de tucano e critica governo federal

iG Minas Gerais | Raquel Gondim |

Beliscadas. Eduardo Campos criticou, ontem, a chamada “política velha” e “as raposas da política”
Denilotn Dias
Beliscadas. Eduardo Campos criticou, ontem, a chamada “política velha” e “as raposas da política”

Em encontro com empresários mineiros nessa segunda, em Nova Lima, o pré-candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) usou um tom conciliatório para falar sobre o senador e também presidenciável Aécio Neves (PSDB). O pessebista aproveitou a oportunidade na base eleitoral do adversário, porém, para destacar diferenças de um eventual governo seu para com um do tucano.  

Ele citou, por exemplo, a redução da maioridade penal e a flexibilização das leis trabalhistas para exemplificar ideias divergentes em relação às do senador.

“Quando, por exemplo, Aécio fala em flexibilização da regra trabalhista, eu digo: no ambiente em que está a sociedade aí fora, no momento em que está a situação lá fora, depois de tudo de errado que a gente vê, a gente convocar os trabalhadores para dizer que vocês vão começar perdendo, isso não se sustenta”, disse.

Já sobre o outro tema, o ex-governador de Pernambuco afirmou ter clareza de que a redução da maioridade penal não resolveria o problema da violência no Brasil. Segundo ele, “é preciso ter coragem” para expressar esse tipo de opinião, mesmo que 90% das pessoas pensem o contrário. Campos defendeu uma mudança no tempo de internação dos adolescentes que cometem crimes para reduzir os índices de violência.

Críticas. Se por um lado o presidenciável adotou um discurso ameno para falar de Aécio, por outro, desferiu ataques ao governo federal e a práticas que define como “velhas políticas”.

“O Brasil não está precisando nem de marqueteiro nem de gerente. Está precisando de um líder”, afirmou em clara referência à presidente Dilma Rousseff.

Segundo ele, “o arranjo político que está feito em Brasília hoje não sustenta nada de novo e nada que possa melhorar a vida do povo brasileiro”. Para Campos, para que o sonho da sociedade se torne realidade, é preciso tirar do poder “as raposas da política”.

“Para fazer a transição democrática, foi preciso jogar um pedaço delas (raposas) na oposição, mas rapidamente elas voltaram para ser governo. Para fazer a transição econômica, foi preciso jogar, depois do impeachment, uma parte delas na oposição, mas, rapidamente, elas foram voltando a ser governo. Para fazer a transição social, foi preciso jogar uma parte delas na oposição e, rapidamente, eles estão no centro do governo”, destacou.

Questionado se a fala é uma referência ao PMDB, Campos afirmou que todas as legendas “têm gente fazendo velha política”.

Alfinetada

Aécio. Apesar do clima amistoso, Eduardo Campos alfinetou Aécio Neves ao dizer que em Pernambuco há mais alunos na escola em tempo integral do que em Minas Gerais.

No muro Candidatura. Após meses de especulação que envolveram seu nome na disputa ao governo de Minas, Marcio Lacerda decidiu permanecer à frente da Prefeitura de BH. Senado. O preço que o PSDB pagaria pela desistência seria a oficialização do nome da esposa de Lacerda, Regina, para a suplência ao Senado. Minas.Desde então, o prefeito Marcio Lacerda tem se mantido neutro sobre as disputas internas de seu partido. Nessa segunda, ele disse que a pré-candidatura de Apolo Heringer era legítima, mas que o posicionamento oficial sairá na convenção.

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