Campos admite que PSB deve se aliar aos tucanos em Minas

Presidenciável do PSB nega acordo prévio com o PSDB para a disputa mineira e a pernambucana

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli e Raquel Gondim |

Aproximação. Eduardo Campos se encontrou com o ex-governador Antonio Anastasia, sinalizando a possibilidade de união do PSB e PSDB
DENILTON DIAS / O TEMPO
Aproximação. Eduardo Campos se encontrou com o ex-governador Antonio Anastasia, sinalizando a possibilidade de união do PSB e PSDB

Em visita a Belo Horizonte, o pré-candidato do PSB à Presidência, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, sinalizou nessa segunda que o partido deve apoiar o nome de Pimenta da Veiga (PSDB) na disputa pelo governo de Minas. Embora tenha afirmado que o martelo será batido somente em junho, durante a convenção do PSB, Campos destacou que “larga maioria” da legenda defende a aliança com os tucanos em Minas em detrimento de uma candidatura própria, encabeçada pelo ambientalista Apolo Heringer (PSB).  

“Por tudo o que eu vejo, inclusive da avaliação do presidente do partido em Minas, o deputado Júlio Delgado, há uma larga maioria pela coligação. Mas nós vamos dar o direito aos que querem disputar. A disputa ocorrerá de forma limpa e tranquila. Vai a voto e a maioria vence”, disse Campos em entrevista para uma rádio local. Mais tarde, na Câmara, onde foi agraciado com o título de cidadão honorário de Belo Horizonte, o ex-governador de Pernambuco reiterou que a decisão final fica para o mês que vem.

Questionado se um possível apoio a Pimenta da Veiga, indiciado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro, seria uma contradição à ideia de “nova política” defendida por ele e por sua pré-candidata a vice, Marina Silva, o pessebista disse que ética não é uma questão de campanha. Pimenta foi indiciado pela PF por ser suspeito de ter recebido, de forma irregular, R$ 300 mil das agências de Marcos Valério.

“Não se trata de campanha. Se trata de uma atitude de vida. Compromisso ético não é só de quem disputa mandato ou vai disputar. Vamos esperar o partido tomar a decisão”, disse.

O candidato destacou que o projeto nacional do PSB e da Rede não necessariamente passa pelo palanque regional e negou ter fechado um acordo com o senador e também pré-candidato à Presidência, Aécio Neves (PSDB), evolvendo Minas. Nos bastidores circula a informação de que Campos e Aécio firmaram um pacto de não agressão, em que o PSB apoiaria o candidato do PSDB em Minas e o inverso ocorreria em Pernambuco, Estado do pessebista. “Não temos pacto firmado em canto nenhum. A gente tem um país com 27 Estados e cada Estado tem uma realidade bem própria. Não exatamente o projeto nacional passa pelo palanque regional”, destacou.

Jogo. Apesar de Campos negar o acordo com Aécio, Apolo Heringer, que tenta se cacifar para disputar o governo estadual pelo PSB, reconhece que será preciso “virar o jogo”.

“O discurso (da aliança PSB e Rede) é bonito, mas a prática é mais difícil porque encontra resistências. A militância da Rede não pode aceitar a aliança com o PSDB. Nosso projeto é uma alternativa ao jogo polarizado que estava aí”, salientou. “Esperamos que, até a convenção, tenhamos como modificar esse quadro que está prevalecendo até agora, que é de proximidade com o PSDB”.

Anastasia

Aproximação. Antonio Anastasia se reuniu com Campos. O conteúdo da conversa não foi divulgado, mas certamente Anastasia tenta atrair Campos para o lado do PSDB.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave