No mata-mata vale ‘jogar feio’

iG Minas Gerais | Thiago Prata |

Qualidade técnica e aplicação tática foram alguns dos elementos cruciais para o Cruzeiro sagrar-se campeão brasileiro de 2013 e chegar às quartas de final da Libertadores de 2014. Mas, se quiser conquistar a competição sul-americana, o empenho e a garra daqui para frente precisão ser ainda maiores. É o que atesta o atacante Willian, que sabe como poucos os caminhos para alcançar a taça.  

Em 2012, o avante ajudou o Corinthians a faturar o troféu de campeão da América. No Cruzeiro, o velocista espera repetir a dose e prega atenção total na partida contra o San Lorenzo, em Buenos Aires.

“Quando fui campeão com o Corinthians, todo mundo marcava sem a bola. Ganhar de 1 a 0 era goleada. Aqui, temos uma equipe mais agressiva com a bola. Esperamos trazer uma boa vantagem para Belo Horizonte”, disse.

Para Willian, o Cruzeiro precisará triplicar a raça e a vontade, ingredientes fundamentais para a receita de campeão da Libertadores. “Não sabemos jogar retrancados. Mas, em um momento ou outro, temos que voltar para ajudar na marcação, porque isso é Libertadores. Temos que jogar feio também. É mata-mata”, salientou.

O avante atenta quanto às dimensões do gramado do estádio Nuevo Gasómetro, maiores que as do Mineirão: “Pelo que a gente viu no vídeo, é um campo grande. Temos que estar bem ajustados, próximos uns dos outros, porque isso facilita na marcação. E sair nos contra ataques com toques rápidos. Temos que ser inteligentes”, afirmou. 

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