Vaga ‘nas mãos’ do atacante

Em jogo válido pela semi da Mercosul, artilheiro azul jogou seus únicos minutos como goleiro

iG Minas Gerais | Guilherme Guimarães |

História. Depois de vencer no Mineirão, empate na Argentina, classificou o Cruzeiro à final da Mercosul, vencida pelo Palmeiras
ENRIQUE MARCARIAN
História. Depois de vencer no Mineirão, empate na Argentina, classificou o Cruzeiro à final da Mercosul, vencida pelo Palmeiras

O Cruzeiro contrariou os pessimistas, calou os críticos e deu a volta por cima na Copa Libertadores da América. Depois de um início ruim, o time de Marcelo Oliveira conquistou classificação heroica às quartas de final e, agora, segue como único brasileiro vivo na disputa. O adversário da vez para a Raposa é o San Lorenzo-ARG, nesta quarta, às 22h, no estádio El Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires.  

Raposa e “Cuervos”, como os hermanos são conhecidos, fizeram poucos jogos oficiais ao longo da história. Foram seis encontros, com três vitórias azuis, dois empates e uma vitória dos argentinos. E um desses embates não sai da cabeça do ex-atacante e cruzeirense Marcelo Ramos.

Em 1998, na partida de volta das semifinais da extinta Mercosul, o então centroavante precisou, literalmente, dar uma mãozinha pela classificação celeste à final, perdida para o Palmeiras. “Há 16 anos eu vivi minutos complicados. O Paulo César Borges foi expulso e o Levir Culpi, nosso técnico na época, não podia mais substituir. Coube a mim fazer o papel de goleiro”, recorda o centroavante, quinto maior artilheiro da história estrelada com 162 gols.

Jogador do Cruzeiro nos anos 1990 e início dos anos 2000, Marcelo viveu situação inusitada. Foi a única vez em sua carreira que, em um jogo oficial, o jogador atuou no gol.

“No rachão eu sempre brincava de ir para a gol. Daí, tomei a iniciativa de pedir ao técnico para ocupar o lugar do Paulo César. Não tinha altura, mas sobrou coragem”, disse, emocionado por relembrar o episódio. “Foi como um flash. Assim que ficou definido que o San Lorenzo seria o adversário do Cruzeiro, lembrei na hora desse episódio. O atacante que virou goleiro”, contou. Na ocasião, a Raposa empatou por 1 a 1.

Campeão da Libertadores com o time estrelado em 1997, Marcelo chegou a temer pelo pior para o Cruzeiro neste ano. “Antes eu estava com um pé atrás. Mas, diante do Cerro Porteño-PAR foi uma vitória para dar confiança”, ressaltou.

Pela primeira vez na Libertadores de 2014, a Raposa fará o segundo jogo em casa no mata-mata, já que fez melhor campanha. “O Cruzeiro é um time experiente e vai trabalhar bem o lado psicológico. Eu acredito muito que o tricampeonato pode vir neste ano”, opinou o ex-atacante.  

Cruzeirenses prometem força na volta A China Azul dá indícios de que lotará o Mineirão no dia 14 de maio, data do jogo de volta contra o San Lorenzo-ARG. De acordo com a assessoria de imprensa do Cruzeiro, 12.919 ingressos já foram adquiridos por sócios-torcedores da modalidade Cruzeiro Sempre, do programa Sócio do Futebol. Outros 16.985 bilhetes estão nas mãos de adeptos que, pelo plano de fidelidade, têm entrada garantida no estádio. Ingressos do setor amarelo já estão esgotados.

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