Seguro se populariza, mas ainda é muito caro

Pesquisa mostra que brasileiro tem o dobro de chance de ser roubado

iG Minas Gerais |

São Paulo. Um brasileiro tem, em média, mais do que o dobro de chances de ter o smartphone roubado ou furtado na rua do que em qualquer outro país. Uma pesquisa feita pela empresa F-Secure mostrou que 25% dos brasileiros disseram ter tido o aparelho roubado nos últimos 12 meses, enquanto a média mundial é de 11%. Por isso, não é de surpreender que os consumidores estejam dispostos a gastar dinheiro para proteger o bem.

A oferta de seguros de smartphones, tablets e laptops cresceu muito ao longo do último ano. A TIM, somente no primeiro trimestre de 2014, registrou um aumento de 20% na procura pelo serviço, comercializando 21 mil apólices.

Entre as operadoras, somente a Claro não tem uma operação de seguros que cubra os aparelhos mais caros, como iPhone e Samsung Galaxy. A Oi informou que está começando um projeto piloto em lojas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Oi e TIM escolheram a mesma seguradora para oferecer o serviço, a norte-americana Assurant. A parceria da Vivo, que oferece o produto desde 2008, é com a Zurich.

Valores. Em comparação ao valor do bem, porém, os seguros são bem mais caros do que uma apólice para casa ou carro. O problema, segundo as empresas, é a alta possibilidade de que o consumidor venha a fazer uso do seguro. Hoje, para um celular de R$ 2.600, um seguro completo – que cubra furto qualificado, roubo e qualquer tipo de avaria – pode custar até R$ 628 ao ano.

Caso o aparelho venha a ser furtado ou quebrado e o cliente precisar solicitar a troca, o mercado cobra uma franquia que varia de 20% a 25% do aparelho. No caso do celular de R$ 2.600, o desembolso poderia chegar a mais R$ 650. Somado ao valor do seguro, a conta vai a R$ 1.328, ou seja, 52% do valor do smartphone. Vale lembrar que, à medida que o tempo passa e novas versões do mesmo produto são lançadas, o preço no varejo tende a cair.

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