Dupla vai dar bitcoins para alunos e estudar seu comportamento

Estudantes do MIT levantaram US$ 500 mil para distribuir a colegas

iG Minas Gerais |


Dan Ellitzer e Jeremy Rubin querem saber que uso seus colegas farão do bitcoin
Reprodução The Tech/MIT
Dan Ellitzer e Jeremy Rubin querem saber que uso seus colegas farão do bitcoin

SÃO PAULO. Dois alunos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, levantaram US$ 500 mil para financiar um projeto de pesquisa sobre moedas digitais que dará o equivalente a US$ 100 (R$ 221) em bitcoins a cada um dos 4.528 estudantes de graduação da universidade norte-americana. Jeremy Rubin, do segundo ano de ciência da computação, e Dan Ellitzer, do primeiro ano de MBA da faculdade de administração do instituto, dizem que o objetivo é estudar o efeito que uma unidade monetária digital tem sobre uma comunidade, além de verificar o uso individual que seus colegas farão dela e de “fomentar a atividade acadêmica e empreendedora” ao redor da moeda.

O dinheiro foi angariado de maneira coletiva entre os próprios alunos do MIT, mas com “apoio significativo” de usuários do bitcoin ao redor do mundo. “Prover de dinheiro criptografado os estudantes (neste momento) é análogo a dar acesso à internet na época do nascimento da rede”, disse Rubin por meio de um comunicado divulgado nesta semana pelo MIT Bitcoin Club, como é chamado o grupo responsável pelo projeto.

O projeto também prevê instruir comerciantes dentro do campus do MIT e nos arredores sobre como aceitar a moeda digital para pagamentos. Os estudantes promoveram um evento com os principais nomes da rede Bitcoin, como Gavin Andresen, cientista-chefe da Bitcoin Foundation, e concursos para premiar o que considerarem “maneiras interessantes” de usar a moeda. O projeto terá a colaboração do grupo de estudos de dados em grande volume, o MIT Big Data Living Lab.

O bitcoin é um sistema digital de pagamento que usa a rede de um ponto até o outro (peer-to-peer, ou P2P). Ou seja, vai do vendedor ao comprador, sem intermediação de instituição financeira. A unidade monetária é o Bitcoin, que só existe no mundo virtual. Membros da rede usam um protocolo criptografado para assegurar e acompanhar os pagamentos. Um bitcoin vale cerca de US$ 443, de acordo com a empresa de câmbio Coinbase. O valor foi de menos de US$ 15 em janeiro de 2013 a um pico de mais de US$ 1.100 em dezembro.

Governo teme que fenômeno vire uma espécie de pirâmide BRASÍLIA. Autoridades brasileiras veem com ressalvas o fenômeno das moedas virtuais como o bitcoin. A principal preocupação é que esse instrumento se torne um caso semelhante ao de uma pirâmide financeira. A orientação, no momento, é alertar a população para esse e outros riscos.

Para as autoridades, o bitcoin ainda não tem volume suficiente a ponto de criar problemas para o sistema financeiro ou ser amplamente usado em atividades ilegais. A gente classifica, por enquanto, no grupo das pirâmides”, diz o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Antonio Gustavo Rodrigues.O Banco Central já explicou que moedas virtuais não devem ser confundidas com moedas eletrônicas, que são reais armazenados em dispositivos ou sistemas eletrônicos, como cartões pré-pagos ou celulares.

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