“Quero reestatizar”, diz Aécio

A empresários presidenciável afirma que modelo econômico esgotou

iG Minas Gerais |

União. Aécio Neves e Paulinho da Força (SDD) em evento ontem. Solidariedade anuncia apoio na quinta
Igo Estrela / PSDB
União. Aécio Neves e Paulinho da Força (SDD) em evento ontem. Solidariedade anuncia apoio na quinta

São Paulo. O presidente nacional do PSDB e pré-candidato à presidência, senador Aécio Neves, nessa segunda que a presidente Dilma Rousseff tem criado “inimigo imaginário” nos últimos dias ao se referir a uma suposta proposta da oposição de privatização da Petrobras.  

“Estou vendo a presidente quase que como aquelas crianças que criam um amigo imaginário e saem conversando com ele. Ela está criando um inimigo imaginário e começa a brigar com ele. Nos jornais, ela está dizendo que não vai deixar que privatizem a Petrobras. Meu Deus, quem está falando em privatizar a Petrobras?”, afirmou Aécio após participar de um encontro com o Sindicato Nacional dos Aposentados, em São Paulo.

Aécio reafirmou que a sua proposta é “reestatizar” a maior empresa brasileira “porque ela foi privatizada pelos interesses escusos de um grupo político”, completou.

Em discurso aos sindicalistas, o senador também respondeu a uma crítica feita por Dilma na sexta-feira durante o 14º Encontro Nacional do PT, na capital paulista. Na ocasião, ela disse que a verdadeira herança maldita havia sido deixada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. Aécio respondeu que a desindustrialização em curso no país será a maior “herança maldita” da gestão da presidente.

Ao deixar o encontro, o senador disse que não há contradição entre a defesa que fez de flexibilização das leis trabalhistas com as reivindicações dos aposentados. “Todos os direitos dos trabalhadores serão garantidos. Eu tenho na minha história o DNA de quem assinou a Constituição de 1988”, afirmou.

Depois de se reunir com os aposentados, Aécio teve um encontro com os representantes das 40 maiores indústrias do país, como Natura e Odebrecht, em evento promovido pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

No menu principal do almoço que reuniu o tucano e os representantes do PIB brasileiro estava a manifestação do empresariado, corroborada no discurso de Aécio, de que o modelo econômico vigente no país já se esgotou e que é preciso buscar uma nova alternativa.

Na conversa com o empresariado, Aécio foi questionado sobre como pretende implantar as reformas necessárias. Segundo um dos participantes, o tucano disse que, se for eleito, já no primeiro dia de mandato, irá criar um grupo para simplificar os tributos no país.

Além disso, dará prioridade à reforma política para “eliminar a política de cooptação, em vez de coalizão”. O senador tucano também afirmou que pretende governar para restabelecer a competitividade e eliminar o custo Brasil.

Justiça

Ato. O PSDB pediu nessa segunda ao Tribunal Superior Eleitoral a aplicação de uma multa à presidente Dilma por suposta propaganda eleitoral antecipada durante o pronunciamento pelo Dia do Trabalho.

Tucano propõe correção do IR pelo IPCA São Paulo. O senador e presidenciável do PSDB, Aécio Neves, disse que encaminhará ao Senado Federal um projeto para correção da tabela do Imposto de Renda. Em palestra no Sindicato Nacional dos Aposentados, em São Paulo, Aécio criticou a presidente Dilma Rousseff, que anunciou uma correção de 4,5% na tabela do IR. “Para mostrar que não faço propostas em troca de moeda eleitoral, estou apresentando um projeto que vai garantir a correção da tabela do Imposto de renda pelo IPCA pelos próximos cinco anos”, discursou.

Defesa Batalhão. A presidente Dilma Rousseff convocou nessa segunda no Palácio do Planalto uma reunião com 21 ministros para desconstruir o discurso de economistas e as críticas recentes desferidas contra sua política econômica, principalmente em relação à inflação. Novato. Em seu primeiro dia como titular na Secretaria de Assuntos Econômicos (SAE), Marcelo Neri teve como missão apresentar uma série de indicadores sociais que mostram queda da desigualdade no Brasil e aumento da renda e do emprego.

 

“Maldita”

Língua solta. Aécio foi recepcionado pelo deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (SDD). No breve discurso que fez, Paulinho criticou duramente a presidente da República, Dilma Rousseff, e a sua equipe econômica.

Ataque. “Já tomei multa na eleição passada por defender a ‘maldita’ da Dilma que está aí”, disse sob aplauso do público de cerca de 400 pessoas.

Raiva. Segundo Paulinho, a Força Sindical rompeu com o governo Dilma porque ela não cumpriu o que havia prometido aos trabalhadores. “Ela só recebe os poderosos”.

Trabalho. Ele disse que Aécio vai vencer as eleições e que terá um “2015 infernal”, porque terá de arrumar o governo.

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