Policiais federais fazem ato para autoridades jurídicas em Ouro Preto

Entre os 40 juristas de diversos países presentes no evento, compareceram os ministros Joaquim Barbosa e Carmen Lúcia, do STF

iG Minas Gerais | bernardo almeida |

Servidores reclamam que cargos não têm reconhecimento do governo federal
SINPEF/MG / DIVULGAÇÃO
Servidores reclamam que cargos não têm reconhecimento do governo federal

Cerca de 20 servidores da Polícia Federal fizeram uma manifestação em Ouro Preto nesse domingo (4). Eles se reuniram em frente ao hotel onde estão hospedados os ministros Joaquim Barbosa e Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Os ministros do Supremo são algumas das 40 autoridades de diversos países da América Latina, África e Europa, que participam da Subcomissão para a América Latina da Comissão de Veneza, um evento da Comissão Europeia para Democracia através do Direito. O objetivo principal do encontro, que começou nesta segunda-feira (5) e vai até terça (6), é debater o papel da Justiça na proteção dos direitos econômicos e sociais em tempos de crise econômica.

A ideia foi recepcionar os participantes do evento e dar visibilidade às reivindicações de valorização de carreira da categoria, de acordo com Josias Alves, um dos representantes do Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais (SINPEF/MG). “Nós queremos o reconhecimento de atribuições de nível superior para os cargos de agentes, escrivães e peritos em papiloscopia da Polícia Federal, e a consequente equiparação com outros órgãos do serviço público federal, como Abin e Receita Federal. O desprestígio da categoria é um dos fatores que emperra os inquéritos criminais do país””, reclama. Ele ainda alega que a categoria não teve um reajuste nos últimos 7 anos e, portanto rejeitou a oferta de aumento do governo, de 15,8%. Eles reclamam que para compensar a inflação do período, o aumento teria que ser de 40%.

Além da falta de prestígio dos servidores da Polícia Federal, Josias Alves explica que o sindicato também está se mobilizando contra a herança autoritária dentro da PF já que, segundo ele, muitos servidores sofrem processos administrativos apenas por expressarem insatisfação com as condições de trabalho. A Polícia Federal ainda não se manifestou sobre o assunto.

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