Esperance aposta em “pratas da casa”

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Tunisianos festejam título
FIVB/Divulgação
Tunisianos festejam título

Se, no ano passado, o Esperance de Tunis, da Tunísia, bateu na trave no Campeonato Africano e deixou a vaga para o Mundial de Clubes com o também tunisiano Club Sport Sfaxien, desta vez, a equipe tratou de carimbar seu passaporte para o Brasil ao conquistar o título continental, o quarto de sua história.

Para se tornar a segunda equipe da Tunísia a alcançar o feito de estar em um Mundial da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), o Esperance esteve frente a frente com o decacampeão africano Ahly, do Egito, o maior vencedor do continente, e só precisou de três sets para ficar com o caneco, diante de sua torcida, no Olympic Hall.

Desconhecido no cenário internacional, o clube apela para a tradição local. Seu elenco é formado basicamente por atletas do próprio país, seguindo o perfil da maioria dos clubes tunisianos. E na disputa da competição continental, pelo menos três atletas do Esperance foram destaques: Mehdi Bem Cheik, Ahmed Kadhi, Elyes Karamosly. O último é considerado o grande nome da final do Campeonato Africano de Clubes, que garantiu ao time a passagem para Belo Horizonte.

Sob o comando do técnico Foued Kamoun, o clube tem uma média de idade jovem e não tem jogadores muito altos. Kamoun foi contratado no ano de 2012 para substituir Mounir Gara, que não ganhou títulos no período em que esteve à frente da equipe.

Segundo a imprensa local, o primeiro desafio do atual treinador foi colocar o grupo em uma melhor forma física, e o mesmo deve se repetir para a disputa do Mundial. Com um grande trabalho, Kamoun já colheu os primeiros frutos e, já na temporada 2012/2013, o time se tornou campeão da Copa da Tunísia.

Juventude marca a África

Atualmente, a Tunísia tem apresentado grande crescimento no esporte, mas são os egípcios os mais conhecidos na região pela sua supremacia nas competições. Ainda com pouca representatividade no mundo, o vôlei na África pode ser considerado jovem se comparado ao praticado em continentes como Europa e Américas. A Confederação Africana de Voleibol (CAVB) só foi criada em 1972, ano em que a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) resolveu transformar as confederações continentais, substituindo as comissões por zonas. A maior prática da modalidade no local ainda é amadora, mesmo com os esforços de alguns países para profissionalizá-lo, como o Egito, que é sede da CAVB por ter a federação mais antiga vinculada à continental.

Os egípcios são conhecidos na região africana pela supremacia nas competições masculinas, ao lado da Tunísia, que tem apresentado um grande crescimento no esporte. Em todos os campeonatos masculinos já realizados, os tunisianos levam vantagem em medalhas: são oito de ouro, seis de prata e duas de bronze, contra sete ouros, cinco pratas e dois bronzes do Egito. No feminino, Quênia e Nigéria também fazem pressão, sendo que a primeira nação é tida como a dominante. A África do Sul ainda tenta crescer no cenário e, além das competições continentais, faz programas visando às Olimpíadas.

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